Dólar

-0,11% R$ 5,07

Euro

-0,34% R$ 5,53

BitCoin

0,04% R$ 116809,54

Ibovespa

-0,08% R$ 114177,55

Na quarta alta seguida, mercado eleva para 5,88% a estimativa de inflação

Informação consta do relatório 'Focus', divulgado pelo BC. Teto da meta é de 5%, ou seja, mercado prevê estouro pelo segundo ano consecutivo; BC também projeta estouro

Os analistas do mercado financeiro aumentaram de 5,82% para 5,88% a estimativa de inflação para este ano. Foi a quarta alta seguida no indicador.

A informação consta do relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central. Ao todo, foram ouvidas mais de 100 instituições financeiras na semana passada sobre as projeções para a economia.

Quanto maior é a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam sem que o salário necessariamente acompanhe esse crescimento.

A meta de inflação para este ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% e será considerada cumprida se oscilar entre 2% e 5%. O Banco Central vê chance grande de estouro da meta em 2022, assim como aconteceu no ano passado.

Para atingir a meta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumenta ou diminui a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, o maior percentual dos últimos seis anos.

Para o próximo ano, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. De acordo com o boletim Focus, a previsão para 2023 subiu de 4,94% para 5,01%.

Produto Interno Bruto

O mercado financeiro elevou de 2,77% para 2,80% a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022.

Já para 2023, a previsão de crescimento ficou estável em 0,70%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Ao sancionar a lei que prevê as diretrizes do orçamento de 2023, o governo informou que a previsão é o PIB crescer 2,5% no ano que vem