Dólar sobe e volta a fechar acima de R$ 3,60 após ação do BC
Moeda dos EUA subiu 0,80%, cotada a R$ 3,6103. Banco Central realizou nesta segunda leilão de swaps cambiais reversos.
O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (21), interrompendo uma sequência de 3 quedas seguidas e voltando a ser negociado acima de R$ 3,60, após o Banco Central fazer nova intervenção no mercado cambial por meio de leilão de swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares, destaca a Reuters.
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A moeda norte-americana avançou 0,80%, vendida a R$ 3,6103, após ter fechado na sexta-feira a R$ 3,5817 - menor cotação desde 27 de agosto de 2015.
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Apesar da alta desta segunda, o dólar fechou longe das máximas da sessão, quando saltou 1,89%, a R$ 3,6494, após o BC vender apenas pouco mais de um quarto dos swaps ofertados.
No mês de março, a divisa reduziu a queda acumulada para 9,82%. No ano, o dólar recuou 8,5%.


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Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, alta de 1,23%, a R$ 3,6259.
Às 9h39, alta de 1,76%, a R$ 3,6448.
Às 10h, alta de 1,81%, a R$ 3,6468.
Às 10h20, alta de 1,34%, a R$ 3,6299.
Às 10h49, alta de 1,39%, a R$ 3,6318.
Às 11h09, alta de 0,99%, a R$ 3,6172.
Às 12h20, alta de 1,14%, a R$ 3,6228.
Às 12h40, alta de 0,89%, a R$ 3,6136.
Às 13h10, alta de 0,64%, a R$ 3,6046.
Às 13h54, alta de 0,81%, a R$ 3,6108.
Às 14h09, alta de 0,62%, a R$ 3,604.
Às 15h, alta de 0,59%, a R$ 3,603.
Às 15h30, alta de 0,77%, a R$ 3,6092.
Às 16h10, alta de 0,66%, a R$ 3,6053.
Intervenção do BC
O BC vendeu nesta segunda-feira 5,5 mil swaps reversos da oferta de até 20 mil, com volume equivalente a US$ 272,7 milhões. O Banco Central não realizava leilão de swap reverso havia três anos, destaca a Reuters.
A venda parcial dos swaps reversos foi entendida como um sinal de que o BC não quer mudar a tendência do câmbio, mas sim corrigir exageros e garantir a liquidez, no momento de tensão no cenário político, com a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Até o pregão passado, a moeda havia recuado 10,54% no acumulado de março. Alguns operadores discutiam ainda a possibilidade de o BC ter como fim evitar cotações voláteis e muito baixas do dólar, que prejudicariam exportadores.
A ação do BC, ainda segundo especialistas, também serviu como uma porta de saída rápida para investidores que haviam apostado na alta da moeda norte-americana e foram pegos de surpresa pelo tombo recente.
Alguns operadores discutiam ainda a possibilidade de o BC ter como fim evitar cotações voláteis e muito baixas do dólar, que prejudicariam exportadores.
A última vez que o BC realizou leilão de swap cambial reverso foi em 11 de março de 2013, quando o dólar era negociado pouco abaixo de R$ 2. Neste tipo de operação, o Banco Central é quem ganha a variação cambial do período de validade dos contratos. No swap tradicional, o BC é quem paga a variação.
"O BC identificou nas mesas que o pessoal estava vendendo muito no mercado futuro e esse leilão dá conta dessa demanda. É uma válvula de escape", disse à Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.
As vendas de dólares no mercado futuro, combinadas com as saídas de dólares no mercado à vista, pressionaram o cupom cambial, taxa de juros em dólar no mercado brasileiro, a níveis considerados exagerados por muitos investidores.
A taxa de três meses ficou em 3,46% na sexta-feira, perto dos níveis vistos no início de março, quando o BC anunciou leilão de venda de dólares com compromisso de recompra para, na opinião de operadores, corrigir distorções. Nesta sessão, a taxa era negociada a 3,28%, segundo a Reuters.
Cenário político
A operação vem no momento em que a crise política alimenta apostas no impeachment da presidente Dilma Rousseff, algo que muitos operadores entendem como possível primeiro passo para a recuperação da economia brasileira.
Em particular, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes de suspender a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil era vista positivamente nas mesas. Pesquisa do Datafolha mostrando amplo apoio ao impeachment de Dilma também corroborava o humor.
"O mercado está operando política, o que significa que a volatilidade vai ser bastante elevada por tempo. O BC está em uma situação difícil", disse à Reuters o operador Marcos Trabbold, da corretora B&T.;
Pesquisa Reuters publicada na quinta-feira mostrou que, pela mediana do mercado, o dólar pode ir a R$ 4,25 ou a R$ 3,50 neste ano dependendo do desfecho político.
O BC também realizou nesta segunda mais um leilão de rolagem dos swaps tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares - que vencem em abril com venda integral de 3,6 mil contratos. Até o momento, o BC já rolou US$ 6,352 bilhões, ou cerca de 63% do lote total para abril, que equivale a US$ 10,092 bilhões.
