Dólar passa a cair após declarações de Ilan Goldafajn no Senado
Moeda norte-americana recuou 0,98% na segunda, a R$ 3,4905 na venda
O dólar passou a cair após nesta terça-feira (7), após o indicado para a presidência do Banco Central, Ilan Goldafajn, defender o câmbio flutuante durante sabatina no Senado. Mais cedo, o dólar chegou a subir acima de R$ 3,51 com o mercado apreensivo em relação ao cenário político após o pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente da República, José Sarney.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Às 11h30, a moeda caía 0,59%, a R$ 3,4698 na venda.
Leia também
"A leitura do mercado é que haverá pouca interferência no mercado de câmbio quando o Ilan estiver no comando do BC", disse à Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.
Em discurso proferido em sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Ilan defendeu duas vezes o câmbio flutuante, dizendo que o regime "mostrou seu valor para o enfrentamento de crises externas no passado e para o equilíbrio interno e externo da economia brasileira".


Renan Calheiros repercute rejeição de candidatura de João Neto; advogado reage

Com Arthur e Célia, JHC recebe apoio do prefeito e critica ginásio estadual fechado

Ao lado de Rute e Ricardo Nezinho, Renan Filho recebe apoio de lideranças evangélicas

Adolescente que confessou ter matado homem em Igaci é transferido para Maceió
Muitos operadores acreditavam que o BC voltaria a intervir no mercado se o dólar se mantivesse abaixo dos R$ 3,50, como vinha fazendo nos últimos meses. Segundo a Reuters, para eles, o BC teria a intenção de proteger as exportações brasileiras, apesar dos efeitos inflacionários do dólar forte.
O dólar fechou abaixo de R$ 3,50 na segunda, no patamar mais baixo em mais de três semanas, mas o BC não anunciou qualquer intervenção para esta terça, mantendo-se ausente pelo quinto dia de negócios consecutivo.
Cenário externo
O ambiente externo ajuda a puxar o dólar para baixo nesta terça, com menores expectativas por uma alta dos juros nos Estados Unidos em breve.
Além disso, a queda recente do dólar levou os preços do petróleo ao maior patamar do ano, acima de US$ 50 por barril, com pressão também da queda da produção na Nigéria, segundo a Reuters.
Crise política
Os pedidos de prisão de renan, Jucá e Sarney foram feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Também foi pedida por Janot a prisão do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A suspeita é de que eles estariam obstruindo as investigações da Operação Lava Jato, segundo o jornal O Globo.
Último fechamento
O dólar fechou em queda na segunda-feira (6), abaixo de R$ 3,50 pela primeira vez em mais de três semanas, com o mercado ainda cauteloso em meio ao cenário político e com operadores apostando que o Federal Reserve (Fed) demorará mais para elevar os juros nos Estados Unidos após comentários da presidente do banco central norte-americano, Janet Yellen.
A moeda norte-americana recuou 0,98%, a R$ 3,4905 na venda - menor nível de fechamento desde 12 de maio (R$ 3,4727).
No mês, o dólar acumula queda de 3,37%. No ano, a desvalorização frente ao real é de 11,6%.
