CNH do Brasil registra mais de 2 milhões de novos habilitados
Programa digital movimentou R$ 9,6 bilhões ao reduzir tempo e zerar custo teórico do processo

O programa CNH do Brasil registrou a emissão de mais de 2 milhões de Carteiras Nacionais de Habilitação em seus primeiros nove meses de funcionamento, adicionando 292.639 condutores ao trânsito e gerando um impacto econômico estimado em R$ 9,64 bilhões.
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Os indicadores do balanço, consolidados até agosto de 2026, foram apresentados pelo ministro dos Transportes, George Santoro, e pelo secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão.
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Centralizada na plataforma oficial desenvolvida pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) para o Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), a iniciativa acumulou mais de 7,31 milhões de requerimentos para a primeira habilitação, o que representa um salto de 216% ante o mesmo período do ano anterior.

O estado do Amapá liderou a concentração de novos pedidos, enquanto Santa Catarina registrou a menor variação. As mudanças no acesso impulsionaram a inclusão feminina, com alta de 18% na entrada de mulheres no processo (1,24 milhão de requerimentos), além de uma forte adesão entre pessoas com 55 anos ou mais, grupo que registrou o maior crescimento percentual no período (+53,4%).


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As mudanças estruturais no formato de ensino reduziram o tempo médio de conclusão da habilitação em todas as regiões do país, com destaque para a queda observada na Região Sul (-42,4%). A disponibilização do curso teórico gratuito e digital resultou na conclusão de 4,38 milhões de módulos.
Já a formação prática teve sua carga horária mínima reduzida de 20 para duas horas e passou a permitir a contratação de instrutores autônomos credenciados pelos Detrans. Essa nova modalidade respondeu por 13,2% de todas as aulas práticas ministradas no país em 2026, registrando sua maior taxa de adesão nas regiões Norte (30,7%) e Nordeste (27,4%).
O cálculo do impacto econômico de R$ 9,64 bilhões considera a economia direta dos cidadãos e os valores movimentados pelo setor. A formação prática responde por R$ 4,57 bilhões do montante, seguida pela gratuidade dos cursos teóricos (R$ 2,94 bilhões), renovações automáticas para bons condutores (R$ 1,44 bilhão), exames médicos e psicológicos (R$ 414,6 milhões) e deslocamentos evitados pelos candidatos (R$ 278,7 milhões).
Paralelamente à desburocratização, a segurança viária apresentou melhoria: a proporção de novos motoristas envolvidos em infrações caiu de 2,36% para 0,54%, representando uma redução de 77,1% na incidência de ocorrências.
O aplicativo do programa incorporou ainda funcionalidades como a consulta de débitos do sistema de pedágio eletrônico Free Flow em 14 concessionárias, a emissão de mais de 2,62 milhões de credenciais digitais de estacionamento e a preparação para a transferência eletrônica de veículos, regulamentada pelo Contran com lançamento previsto para novembro.
