Alagoas foi o estado que mais fechou postos de trabalho no mês de março

O resultado negativo de março foi influenciado, principalmente, pelo fechamento de 6.786 empregos de trabalhadores da cultura de cana-de-açúcar

Alagoas foi o estado brasileiro que mais fechou postos de trabalho no mês passado. Dados do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (28), apontam que o saldo entre admissões e demissões em março ficou negativo em 8.310. Foram 18.122 demissões ante 9.812.

Este é o terceiro resultado negativo este ano. No acumulado do primeiro trimestre, Alagoas fechou 9.534 postos formais de trabalho. Foram 38.652 demissões ante 29.118 contratações.

O resultado negativo de março foi influenciado, principalmente, pelo fechamento de 6.786 empregos de trabalhadores da cultura de cana-de-açúcar. Outra categoria que aparece em evidência com saldo negativo são os motoristas de carga, que teve 561 postos fechados, com 765 demissões e 204 admissões.

Entre os postos de trabalho com melhores saldos, aparecem as profissões ligadas à área da Saúde. Na função de técnico de enfermagem, o saldo ficou positivo em 330, sendo 442 admissões e 112 demissões. A função de enfermeiro fechou o mês de março com 124 vagas criadas. Foram 172 admissões e 48 demissões. Em situação positiva também ficou a profissão de fisioterapeuta, com 43 admissões e seis demissões, ou seja, saldo de 37 novas vagas.

DADOS NACIONAIS

Em todo o País, foram gerados 184.140 novos postos de trabalho em março deste ano, resultado de 1.608.007 admissões e de 1.423.867 desligamentos de empregos com carteira assinada.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 40.200.042, em março, o que representa uma variação de 1,46% em relação ao mês anterior. No acumulado de 2021, foi registrado saldo de 837.074 empregos, decorrente de 4.940.568 admissões e de 4.103.494 desligamentos até março.

No mês passado, os dados apresentaram saldo positivo no nível de emprego nos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com a criação de 95.553 postos, distribuído principalmente nas atividades da administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais; indústria geral, que criou 42.150 novos empregos, concentrados na indústria de transformação; construção, saldo positivo de 25.020 postos; comércio, mais 17.986 postos de trabalho gerados; e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que registrou 3.535 novos trabalhadores.

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego, sendo que houve aumento de trabalho formal em 23 das 27 unidades da Federação. Os destaques são para São Paulo com a abertura de 50.940 postos, aumento de 0,41%; Minas Gerais que criou 35.592 novas vagas (0,84%); e Santa Catarina, com saldo positivo de 20.729 postos (0,93%).

Os estados com saldo negativo de empregos em março são Alagoas, que teve o fechamento de 8.310 postos, queda de 2,36%; Pernambuco, com saldo negativo de 2.762 postos, diminuição de 0,22%; e Ceará, que encerrou o mês passado com menos 1.564 postos de trabalho formal, queda de 0,13%.

Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em março de 2021 foi de R$ 1.802,65. Comparado ao mês anterior, houve aumento real de R$ 60,76 no salário médio de admissão, uma variação positiva de 3,49%.