Renato Teixeira critica sertanejo atual: “Só falam de encher a cara”
Músico veterano afirmou que letras sobre traição e bebida banalizaram a poética do gênero

Renato Teixeira criticou o conteúdo de parte das músicas sertanejas lançadas atualmente e defendeu uma retomada da tradição poética associada ao gênero.
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Aos 81 anos, o cantor afirmou que pretende colaborar com esse movimento por meio de um novo projeto voltado a violeiros brasileiros.
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O que disse Renato Teixeira
A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Marcos Bulques em Caçapava, no interior de São Paulo. Ao avaliar as transformações pelas quais a música sertaneja passou nos últimos anos, Renato afirmou que a mudança foi profunda.


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“Um pouco não, muito, muito. Eu estou fazendo agora um trabalho, convidando todos os violeiros que eu conheço, que são maravilhosos os violeiros que nós temos, e colocando letras para eles colocarem música”, contou.
A proposta, segundo o artista, é reunir músicos ligados à viola e oferecer novas composições para que eles desenvolvam as melodias.
“Só falam de encher a cara”
A iniciativa surge em meio à insatisfação de Renato com os temas que, na visão dele, passaram a dominar parte das produções do gênero sertanejo.
“Mas eu falo o seguinte, o termo que eu uso é para ‘descornalizar’, porque é música só de corno, só falam de traição, de bebida, de encher a cara. A poética sertaneja, que sempre foi uma coisa magnífica, foi talvez a grande virtude da música sertaneja, não tenha sido a poética, ela banalizou completamente”, afirmou.
Com uma trajetória marcada por canções como Romaria e Tocando em Frente, Renato Teixeira permanece ligado à música sertaneja de raiz e segue trabalhando como compositor, cantor e instrumentista.
O novo projeto representa uma tentativa de fortalecer a produção de violeiros e recuperar, na visão do artista, a dimensão poética que marcou a história da música sertaneja.
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