Malévola negou ser trans ao ser presa no Egito: 'Tive que fazer isso'
Malévola e uma amiga foram presas após um tour em Alexandria

Malévola fez um longo relato sobre sua experiência no Egito, em que ela e amiga Bruna Mercatelli acabaram presas por gravarem vídeos com insinuações sexuais.
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O que aconteceu
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Malévola e Bruna foram presas após um tour em Alexandria. "No dia 20 de outubro, em uma viagem à Alexandria, nós reservamos um tour pelo Get Your Guide. O passeio seguiu normalmente. Já fomos assediadas na entrada do passeio, por policiais, por guardas. A roupa não dá permissão de ninguém me assediar, passar a mão em mim", disse em vídeo publicado no Instagram.
Ela afirmou que estava com um grupo de cinco brasileiros e outros turistas estrangeiros em uma van. Segundo ela, o assédio começou ainda no Cairo e se repetiu ao longo da viagem.


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A influencer ressaltou que teve o consentimento de todos os homens que apareceram em seus vídeos. "[Eles] queriam aparecer [...] Todos os Ubers que a gente gravou brincando, dançando dentro do carro, eu não vi maldade alguma nisso. Eles estavam rindo. Eles permitiram a gravação. Estava todo mundo se divertindo. E aquilo ali era algo pra se divertir", disse.
"Os meus seguidores estavam amando. Em nenhum momento a gente desrespeitou um homem na rua. Pelo contrário, eu fui violada. Eu fui abusada", disse Malévola.
Malévola disse que policiais levaram ela e Bruna à delegacia, impediram a entrada de outras pessoas e questionaram se elas eram transexuais. "Eu falei: 'não'. Eu tive que falar isso pra minha segurança. Eu não sei o que poderia acontecer comigo".
Segundo a influenciadora, os agentes pegaram os celulares dela e da amiga e elas ficaram sem comunicação com familiares e amigos. Ela afirmou que passou mais de 24 horas "desaparecida", sem água e sem comida.
Ela também relatou medo de violência sexual durante as horas em diferentes delegacias. Segundo a influenciadora, a situação chegou ao ponto de uma revista íntima para verificarem "se era mulher".
"Eu tive que ficar pelada. Me levaram para uma sala, eu tive que ficar pelada para eles verem se eu era mulher mesmo. Eles viram que eu era mulher e pediram desculpa depois, mas eu me senti um lixo", disse Malévola.
Depois disso, ela afirmou que o tratamento mudou e que recebeu água e comida. Malévola disse que assinou um papel, pagou fiança e passou a noite em uma cadeira antes de ser liberada.
