Desabafo de Helô Pinheiro reacende debate sobre etarismo na carreira
Em conversa com a coluna, especialista em liderança feminina opina sobre etarismo e a declaração de Helô Pinheiro sobre

A declaração de Helô Pinheiro, de 83 anos, de que profissionais mais maduros têm sido deixados de lado no mercado de trabalho reacendeu um debate que afeta milhares de brasileiras: o etarismo.
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Apesar do aumento da expectativa de vida e da permanência por mais tempo na ativa, mulheres acima dos 50 anos ainda enfrentam barreiras para conquistar novas oportunidades e ocupar cargos de liderança, mesmo quando acumulam experiência, resultados e qualificação.
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“O etarismo e o machismo estrutural promovem um ‘funil’ invisível que impacta a empregabilidade de mulheres acima de 50 anos. No mundo corporativo, ainda há associações de mulheres 50+ à falta de adaptabilidade, dificuldade de trabalhar com pessoas mais jovens, repertório desatualizado e até mesmo à perda de produtividade”, analisou ela, antes de completar:
“Além disso, elas sofrem pressões estéticas, biológicas e também são discriminadas pela sobrecarga do cuidado, já que muitas enfrentam a chamada tripla jornada, conciliando trabalho, filhos e pais idosos”, explicou.


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Posicionamento no mercado
Segundo a especialista, embora o preconceito ainda exista, mulheres com carreiras consolidadas podem transformar a experiência acumulada em uma vantagem competitiva.
“O posicionamento de mulheres 50+ deve valorizar sua sabedoria de vida, vivências de carreira e maturidade profissional como um diferencial. Em geral, inteligência emocional, resiliência, comunicação, capacidade de resolver problemas e tomada de decisão são atributos muito fortes. São profissionais que costumam lidar melhor com a frustração e demonstram mais autocontrole diante de situações inesperadas“, concluiu.
