Assassino de filho de Cissa Guimarães pega 3 anos de serviço comunitário
'Saio do julgamento do processo do meu filho Rafael Mascarenhas com o peso da sentença', disse Cissa
Cissa Guimarães usou seu Instagram para comentar o julgamento do caso de atropelamento do filho, Rafael Mascarenhas, em 2010, no Rio. A apresentadora contou que se sentiu injustiçada após pai e filho, envolvidos no caso, terem sido condenados a pouco mais de três de serviços comunitários.
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"Saio do julgamento do processo do meu filho Rafael Mascarenhas com o peso da sentença: três anos e alguns meses de serviço comunitário por homicídio para o atropelador/assassino do meu filho. Ficarão livres prestando serviços comunitários", disse ela. As sentenças de Rafael de Souza Bussamra e de seu pai, Roberto Bussamra, foram dadas nesta terça-feira, 3.
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Rafael foi atropelado em 2010 quando andava de skate com amigos no Túnel Acústico, na Zona Sul do Rio. A via estava fechada ao trânsito, mas foi invadida por motoristas que praticavam corridas ilegais, conhecidas como "pegas". Rafael Bussamra dirigia o carro que atingiu o filho de Cissa. O pai dele foi flagrado pagando propina pra dois PMs para evitar a prisão do rapaz.
"Fico pensando que depois de terem feito isto, que serviços comunitários perigosos essas pessoas prestarão à nossa sociedade? Medo. Tristeza. Injustiça. Agradeço com o que restou do meu coração à todas as manifestações de apoio, carinho e respeito que eu e minha família sempre recebemos nestes seis anos sem nosso Rafa. Como diz Guimarães Rosa, 'viver é muito perigoso'. Muita luz para nós! Salve, Rafael", completou.


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Processo judicial
Em janeiro do ano passado, Cissa Guimarães comemorou ao vivo, no programa "Mais Você", a decisão judicial que condenou a prisão pai e filho envolvidos na morte de Rafael Mascarenhas. "É uma vitória de todos nós, da sociedade", disse ela, visivelmente emocionada. Os réus, no entanto, recorreram judicialmente e atualmente respondem ao processo em liberdade. Eles ficarão soltos até o julgamento do mérito do habeas corpus e, durante esse período, estão com os passaportes retidos para evitar que deixem o Brasil.
Na sentença de condenação, Rafael de Souza Bussamra, que diriga o carro em área fechada para o trânsito, foi condenado a sete anos de prisão em regime fechado e mais cinco anos e nove meses em regime semiaberto. O pai dele, Roberto Bussamra, foi condenado a oito anos em regime fechado e nove meses em semiaberto, por ter tentado acobertar o crime cometido pelo filho. Ele pagou propina a dois policiais militares para desfazer o local do acidente e evitar a prisão em flagrante do herdeiro.
Os dois PMs que receberam a propina, Marcelo de Souza Bigon e Marcelo José Leal Martins, responderam a um Inquérito Policial Militar e foram expulsos da corporação em 2010.
