Ufal diz que retorno das aulas será discutido por órgãos colegiados
Conselho Universitário (Consuni) está trabalhando na elaboração da proposta do próximo período letivo
Na segunda-feira (7), o Ministério da Educação (MEC) alterou a portaria que previa a volta às aulas em 4 de janeiro, e estipulou, agora, o retorno das atividades para 1º de março. No entanto, o início do ano letivo em Alagoas ainda é incerto, pelo menos no ensino público. A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) disse que, mais uma vez, recebeu, com surpresa, o anúncio do ministério. Segundo a instituição, o retorno presencial ou não será discutido e deliberado por órgãos colegiados.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Por meio de nota, a reitoria da Ufal informou que "as comissões instituídas por seu Conselho Universitário (Consuni) estão trabalhando arduamente na elaboração da proposta do próximo período letivo, considerando o encerramento do atual Período Letivo Excepcional (PLE) em janeiro de 2021".
Leia também
A instituição disse que a decisão de retorno ou não vai caber aos órgãos colegiados, levando em consideração a preservação da saúde.
"Toda e qualquer decisão sobre aulas não presenciais ou presenciais na Universidade Federal de Alagoas serão discutidas e deliberadas por seus órgãos colegiados, levando sempre em consideração os melhores preceitos acadêmicos e a preservação da saúde e da vida de sua comunidade acadêmica".


Esta é a primeira eleição que Renan Filho perde das sete que disputou

Paulo Dantas abre espaço para processo de transição de governo com JHC

Apesar de derrota na majoritária, Paulo Dantas celebra seus eleitos ao Legislativo

Saiba o desempenho das famílias que disputaram as eleições em Alagoas
Por sua vez, o Instituto Federal de Alagoas (IFAL) informou que está aguardando a reunião do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) para se posicionar.
RETORNO POSITIVO
A Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (ABMES) disse que analisa o retorno das aulas e avaliou como positivas as mudanças feitas pelo ministro, pois trazem "mais clareza, mais flexibilidade e mais autonomia para as instituições planejarem a volta às aulas".
Para o diretor-presidente da Abmes, Celso Niskier, "as instituições agora têm um horizonte mais realista para organizar a volta às aulas presenciais, cumprindo os protocolos de biossegurança e garantindo o retorno seguro e gradual, de acordo com as normas das autoridades locais".
O presidente da Andifes, entidade que representa os reitores das universidades federais, afirmou que a prorrogação das aulas remotas permitiu que as universidades adequassem os calendários e orçamentos para a reabertura das salas de aulas.
"Todos nós somos unânimes em dizer que queremos voltar às aulas presenciais, desde que garantida a segurança", afirmou. "Mas existem questões: não posso colocar 40 alunos dentro de uma sala de aula, precisa ser 15 (cerca de 30%). Isso vai triplicar os custos com professores, limpeza", estima Edward Madureira.
