Primeiro robô que automatiza coleta de sangue é liberado nos EUA
Robô chamado de Aletta coloca até o curativo após coletar sangue; equipamento ainda precisa de supervisão profissional

A agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) autorizou o primeiro dispositivo robótico capaz de realizar, de forma autônoma, praticamente todas as etapas de uma coleta de sangue. Batizado de Aletta, o equipamento foi desenvolvido pela empresa Vitestro e recebeu autorização em 19 de agosto.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O robô poderá ser usado em adultos atendidos em ambientes ambulatoriais, como clínicas e centros de coleta. Embora o procedimento seja automatizado, um profissional treinado precisa iniciar a sessão e permanecer disponível durante o funcionamento. Segundo a FDA, uma pessoa poderá supervisionar até três aparelhos simultaneamente.
Leia também
Robô encontra a veia e faz a coleta
Após o braço do paciente ser posicionado e o procedimento ser iniciado, o Aletta utiliza luz próxima ao infravermelho e ultrassom Doppler para localizar uma veia adequada e diferenciá-la das artérias. Caso não encontre um vaso apropriado, o equipamento não tenta inserir a agulha.


Incêndio atinge apartamento na Ponta Verde

Acidente na BR-101 deixa feridos em Porto Real do Colégio

Renan Filho anuncia vinda de Lula a Alagoas nesta quinta feira (24)

Lira cita relação com Lula e Bolsonaro para defender capacidade de diálogo
Quando identifica uma veia, o robô coloca o garrote, prepara a pele, introduz a agulha, coleta o sangue e troca os tubos necessários. Ao terminar, retira e descarta a agulha e coloca um curativo no local.
O profissional responsável precisa confirmar se os tubos foram preenchidos na ordem correta e verificar se há quantidade suficiente de sangue em cada recipiente.
Sensores ajudam a evitar acidentes
O Aletta possui mecanismos de segurança para interromper a coleta quando identifica alguma situação de risco. Se o paciente movimentar muito o braço, por exemplo, a agulha se desprende automaticamente e o procedimento é interrompido.
Outros sensores podem pausar o processo e alertar o profissional responsável. Entre um paciente e outro, o equipamento também precisa ser higienizado por uma pessoa treinada.
A autorização considerou dados clínicos apresentados à FDA. Segundo a agência, nos casos em que o Aletta identificou condições adequadas para realizar a punção, as taxas de sucesso na coleta foram comparáveis ou superiores às alcançadas por profissionais treinados.
A avaliação incluiu pacientes com diferentes condições de saúde e tons de pele, além de pessoas que relataram dificuldade para encontrar uma veia durante coletas anteriores. De acordo com a FDA, os eventos adversos relacionados ao equipamento foram incomuns e leves.
Tecnologia cria nova categoria de dispositivo
O Aletta recebeu autorização pelo processo De Novo, utilizado pela FDA para dispositivos inéditos considerados de risco baixo a moderado. A solicitação da Vitestro havia sido recebida pela agência em 26 de setembro de 2025, e a decisão favorável foi concedida em 19 de agosto de 2026.
Com a autorização, a FDA estabeleceu uma nova categoria regulatória para sistemas robóticos destinados à coleta de sangue venoso periférico, além de definir exigências relacionadas à segurança, ao desempenho e aos estudos clínicos.
A tecnologia automatiza etapas que tradicionalmente dependem da atuação direta de profissionais, mas não elimina a necessidade de supervisão humana durante a coleta.
Acompanhe a matéria em Metrópoles.com
