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Mortes por doenças cardiovasculares devem aumentar 10,8% no Brasil até 2030

Projeção da Sociedade Brasileira de Cardiologia indica que número de óbitos pode passar de 417,5 mil, em 2024, para 462,


				Mortes por doenças cardiovasculares devem aumentar 10,8% no Brasil até 2030

O número de mortes por doenças cardiovasculares no Brasil poderá aumentar 10,8% até 2030, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Caso a tendência observada nas últimas duas décadas seja mantida, o total de óbitos deve passar de 417.550, em 2024, para 462.573. O dado faz parte do novo Hub de Doenças Cardiovasculares, lançado pela entidade em parceria com a World Heart Federation (WHF).

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A projeção foi divulgada em um momento em que as doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no país. Segundo o Cardiômetro, ferramenta da SBC que passou a integrar a nova plataforma, uma pessoa morreu a cada 72 segundos por esse tipo de doença em 2026.

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Até 16 de outubro, tinham sido registradas 318.945 mortes, média de 1.194 óbitos por dia ou cerca de 50 por hora.

O Hub reúne séries históricas de mortalidade observadas entre 2000 e 2024 e projeções para os próximos anos. A plataforma utiliza dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, além de estimativas epidemiológicas do Global Burden of Disease (GBD) 2023. Para o cálculo das taxas de mortalidade, também são consideradas estimativas populacionais do DataSUS produzidas a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Projeção depende de tendências atuais

O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, ressalta que a estimativa para 2030 representa um cenário provável caso as tendências atuais sejam mantidas.

“A previsão não determina exatamente qual será o patamar em 2030, principalmente se houver mudanças significativas na prevalência de fatores de risco, na ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento e na implantação de políticas públicas de prevenção”, afirma.

Apesar da projeção de crescimento no número absoluto de mortes, a taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares caiu nas últimas duas décadas. Em 2024, foram registrados 195 óbitos por 100 mil habitantes, uma redução de 36% em relação aos anos 2000, quando o índice era de 306,4 mortes por 100 mil habitantes.

Segundo a SBC, medidas como o controle da hipertensão e do diabetes, a redução do tabagismo, o combate à obesidade e ao sedentarismo e o atendimento rápido de casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) podem ajudar a mudar essa trajetória.

Diferenças entre estados

Os indicadores também variam entre os estados brasileiros. Alagoas apresenta a maior taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares, com 245,5 óbitos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem Amapá, com 225,1, e Mato Grosso do Sul, com 220,4.

Apresentado na abertura do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro em conjunto com o Congresso Mundial de Cardiologia, o Hub concentra dados epidemiológicos sobre as principais doenças cardiovasculares no país.

A ferramenta permite consultar números absolutos, taxas de mortalidade, séries históricas e estimativas, além de comparações por estado, sexo e faixa etária. A proposta é facilitar o acesso a informações sobre saúde cardiovascular para pesquisadores, profissionais de saúde, gestores públicos, jornalistas e outros interessados.

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