Jejum antes do exame de sangue pode não fazer diferença, sugere estudo
Estudo com quase 10 milhões de exames aponta que o jejum só interfere em alguns testes, como o de glicose

O jejum antes do exame de sangue já é quase tradicional. Porém, um novo estudo publicado na revista científica JAMA International Medicine em 28 de setembro mostra que ficar sem comer pode não fazer diferença na maioria dos testes.
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O estudo analisou 9.755.547 resultados de 121 tipos de exames de rotina feitos por 101.148 pacientes. As amostras foram separadas de acordo com o tempo de jejum — menos de oito horas, de oito a 12 horas e mais de 12 horas.
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Cada participante fez vários exames com diferentes horas de jejum, e os dados foram comparados com ele mesmo para evitar variações decorrentes de condições de saúde.
Os pesquisadores perceberam que em hemogramas, marcadores de função renal, eletrólitos e a maioria das enzimas hepáticas não eram impactadas pelo tempo de jejum. A quantidade de horas sem comer também não fez muita diferença.


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Em contrapartida, exames de glicose, triglicerídeos, algumas enzimas hepáticas e lipase apresentaram variações a depender do jejum. Nesses casos, a diferença foi observada em intervalos menores de oito horas.
Jejuns curtos foram relacionados à uma glicemia 10,8% maior, triglicerídeos 20,1% mais altos e lipase 36,4% maior. Para cada hora adicional de jejum, o valor da glicemia caiu 4,3 mg/L.
“Nossa análise abrangente sugere que a maioria dos exames de sangue de rotina é minimamente afetada pelo jejum de curta duração, e que o jejum superior a 12 horas não esteve associado a diferenças adicionais significativas em nenhum dos exames analisados. Essas descobertas sugerem que as exigências tradicionais e rígidas de jejum podem merecer uma reavaliação”, escrevem os cientistas.
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