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Fêmeas de pássaros detectam parceiros que foram “infiéis” pelo canto

Novo estudo revelou que, além da habilidade de reconhecer pássaros “infiéis”, as fêmeas preferem se reproduzir com macho


				Fêmeas de pássaros detectam parceiros que foram “infiéis” pelo canto
Fabio Genovieri / 500px / Getty Images.

Pode-se dizer que fidelidade é uma qualidade primordial para as fêmeas de pássaros papa-moscas-pretos (Ficedula hypoleuca) quando o assunto é relacionamento. Segundo um novo estudo, elas conseguem perceber se os machos acasalaram recentemente por meio do canto. A descoberta feita por cientistas da Universidade de Oslo, na Noruega, teve os resultados publicados na revista Ethology em 1º de julho.

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A análise ainda revelou que, além da habilidade de reconhecer “infiéis”, as fêmeas preferem se reproduzir com machos solteiros e que não tiveram sua primeira “paixão” – no mundo dos pássaros, é comum que eles acasalem com outras fêmeas depois da primeira parceira.

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Os cientistas gravaram cantos de 17 machos antes e depois de acasalarem na época de reprodução. Ao analisá-los, percebeu-se que as cantorias eram mais curtas e com menos alternância de sons depois do primeiro ato.

De acordo com os cientistas, após a primeira reprodução, os machos costumam viajar vários quilômetros e construir um ninho para cortejar outras fêmeas com o objetivo de ter um novo acasalamento.

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A fim de investigar se as fêmeas percebiam as mudanças no canto, gravações de machos solteiros e comprometidos foram reproduzidas a elas. Os cientistas perceberam que 21 das 29 fêmeas optaram por visitar o ninho com o som correspondente aos ainda “soltos na pista”.

“Normalmente, um macho percorre as sílabas de sua canção de maneira ordenada — uma ou duas sílabas costumam ser repetidas de uma canção para a seguinte. Mas quando se tornam politerritoriais (ocupam múltiplos territórios simultaneamente), fazem isso com muito menos frequência”, afirma a primeira autora do estudo, Helene Lampe, em comunicado.

A suspeita é de que a alteração no canto feita pelos machos sirva para duas situações:

Escapar da primeira parceira de acasalamento, que pode reconhecer o canto e ir até o macho para afugentar outras fêmeas;

Passar um “sinal territorial” a outros machos rivais para se manterem afastados.

Apesar das descobertas, especialistas que não participaram do estudo defendem que os pássaros machos não devem ser tratados como “trapaceiros”, pois se trata de uma estratégia para aumentar o sucesso reprodutivo.

Acompanhe a matéria em Metrópoles.com

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