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Extinção de animais não pode ser desfeita e genética pode explicar por que

Alguns animais já considerados extintos "voltaram" do sumiço. No entanto, nesses casos, eles só estavam desaparecidos


				Extinção de animais não pode ser desfeita e genética pode explicar por que
Colossal Biosciences/Divulgação.

Todos os anos, por uma série de fatores, animais podem desaparecer completamente da natureza. Entre os casos mais famosos estão o dodô (Raphus cucullatus), que sumiu devido à introdução de predadores em seu habitat natural; o tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus), considerado um dos marsupiais mais carnívoros dos tempos modernos; e o mamute-lanoso (Mammuthus primigenius), representado no filme “A Era do Gelo” e que foi extinto devido às mudanças climáticas e à caça.

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Para que os animais sejam considerados extintos, os especialistas precisam comprovar, por meio de provas robustas, que de fato não existe mais nenhum indivíduo vivo e capaz de se reproduzir para dar continuidade à espécie.

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Isso porque a falta de exemplares impossibilita que a genética do grupo continue a circular. Assim, ele não gera mais descendentes e some de vez do mapa.

“Quando se perde o último indivíduo de uma espécie, perdemos seu sequenciamento genético e a natureza não possui um mecanismo capaz de recriar espontaneamente uma espécie a partir do zero”, explica o biólogo André Neto, diretor de operações técnicas do Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

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E por que existem notícias de que animais “voltaram” da extinção?

Por outro lado, é comum ler notícias de que certas espécies “voltaram” da extinção. Nesses casos, não necessariamente o animal sumiu da Terra e retornou por conta própria. Na verdade, ele nunca sumiu, mas estava “escondido” dos olhos de biólogos ou outros especialistas.

“Isso pode acontecer principalmente com espécies muito raras, que possuem populações pequenas, hábitos noturnos, comportamento muito discreto ou que vivem em ambientes de difícil acesso, como cavernas, florestas muito fechadas ou regiões de grande profundidade”, conta o biólogo Rafael Moreira, do Parque Três Pescadores, em São Paulo.

Quando não há mais registros confiáveis da existência do animal, ele pode ser considerado extinto.

Já quando são avistados novamente, os especialistas precisam de provas para confirmar a redescoberta, como ocorreu com a rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis), sumida desde 1941 e vista novamente em 2015, e com o celacanto (Latimeria chalumnae), considerado extinto por décadas e redescoberto em 1938.

“A confirmação é feita por diferentes evidências, que podem incluir características morfológicas, registros históricos, distribuição geográfica, comportamento, ecologia e análises genéticas”, diz Neto.

Caso seja detectada uma alteração na cadeia de DNA, a espécie redescoberta pode ser considerada uma evolução de outra já preexistente. Porém, além do DNA, outros processos são necessários para definir uma nova linhagem.

Reencontro na natureza é apenas o primeiro passo

Apesar de ser importante, a redescoberta de um animal “extinto” não significa que ele esteja a salvo. Também é necessário descobrir quantos indivíduos existem, onde vivem, se estão em segurança e se reproduzindo. Esses passos são essenciais para evitar um novo sumiço na natureza.

“Por isso, cada novo registro tem um valor enorme para a ciência e para a conservação. Às vezes, encontrar um único indivíduo pode mudar completamente o que sabemos sobre a história de uma espécie”, avalia Moreira.

Quando o assunto é a observação de animais ameaçados, zoológicos e aquários são muito importantes, pois são instituições capazes de adotar programas de reprodução e manejo de populações ameaçadas, além de reintroduzir animais na natureza quando possível.

Por fim, há também a criopreservação, uma técnica de congelamento de células reprodutivas e outros materiais biológicos que permite preservar a diversidade genética de animais ameaçados de extinção. “Esses materiais genéticos das espécies ameaçadas podem servir para possíveis usos futuros em programas de conservação”, conclui Neto.

Acompanhe a matéria completa em Metrópoles.com

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