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Expedição registra duas lulas-gigantes raras no oceano profundo

Lulas foram achadas em uma porção oceânica a cerca de 1,3 km da costa do Nordeste brasileiro, numa região ainda pouco ex


				Expedição registra duas lulas-gigantes raras no oceano profundo
Reprodução/Schmidt Ocean Institute.

Pesquisadores internacionais flagraram nas profundezas do Oceano Atlântico duas lulas-gigantes-de-barbatana-grande do gênero Magnapinna, um dos exemplares mais raros e pouco conhecidos. O encontro aconteceu durante a expedição norte-americana de 35 dias do Schmidt Ocean Institute, na Zona de Fratura dos Doldrums, no norte da linha do Equador, uma porção oceânica a cerca de 1,3 mil km da costa do Nordeste brasileiro.

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Localizados a aproximadamente 4,3 mil metros de profundidade, o achado só foi possível devido ao uso de um veículo submarino operado remotamente (ROV). O fato da biodiversidade do local de encontro ser ainda ser pouco explorada torna o achado ainda mais raro.

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Segundo comunicado divulgado pelo Schmidt Ocean Institute na última terça-feira (30/6), as lulas do gênero Magnapinna têm oito braços, dois tentáculos e podem chegar a medir até 8 metros de comprimento, característica que lhe ajudam a caçar no fundo do mar.

Outro atributo que chama a atenção nos animais é a curvatura existente em seus braços e tentáculos, o que, de acordo com os especialistas, auxilia os apêndices finos e delicados das lulas a não se enrolarem.

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Durante o encontro, os pesquisadores tiveram a oportunidade de observar mais de perto as características e anatomia do bicho marinho que foi visto poucas vezes em todo o oceano. Apesar de suspeitaram que hajam mais exemplares, até hoje apenas três espécies do gênero Magnapinna foram descritas.

“Mesmo no Oceano Atlântico, onde as fronteiras de placas tectônicas vêm sendo estudadas há décadas, ainda existem lugares onde um primeiro olhar mais atento pode revelar algo totalmente novo. Esta expedição mostrou que, mesmo em um dos recantos mais remotos do oceano, nosso planeta permanece vivo, dinâmico e cheio de surpresas”, afirma o cientista-chefe da expedição, Aaron Micallef.

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