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Covid-19 perde força em todo o Estado, aponta levantamento da Ufal

Dados mostram que vacinas asseguradas pelo governo federal são as responsáveis pela diminuição das infecções graves em Alagoas; especialistas alertam para que imunização continue

Monitoramento feito por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) aponta que a Covid-19 perde força em todas as regiões. Os dados apresentados mostram que o recuo do número de casos e de mortes causadas pelo novo coronavírus deve-se especialmente à vacinação, iniciada há quase 11 meses.

A reportagem pergunta ao pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Esdras Andrade se a Covid-19 avança de forma diferente na capital e em regiões do interior. “A doença vem perdendo força em todas as regiões do Estado. Dos 102 municípios, 62 não registraram novos casos da Covid-19 nas últimas oito semanas. Outros 23 municípios registraram contaminação em apenas uma dessas oito semanas. Isto significa que cerca de 83% dessas unidades municipais apresentam baixíssimo a muito baixo grau de avanço da doença”, explica.

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Esdras Andrade detalha que a Região Metropolitana de Maceió também segue essa tendência de baixa, mas está com um grau de criticidade considerado baixo, o que corresponde a um crescimento nos números de infecção em duas dessas últimas oito semanas. “Atualmente, o caso que mais chama a atenção é o município de Igreja Nova, onde foi registrado um avanço da Covid-19 em quatro de oito semanas”, avalia.

VACINAÇÃO

Já o infectologista Fernando Maia reforça que este ano foi de enfrentamento mais efetivo à Covid-19, marcado pela vacinação. “A gente está vendo agora o resultado desse trabalho, que é a nítida redução dos casos à medida que a vacinação vai avançando, não só no Brasil, mas em outros lugares em que se observou uma vacinação mais efetiva, com redução de casos, de internamentos e mortes. Isso é muito bom”, avalia o médico.

“Os principais pontos negativos que vejo ainda são a falta de adesão de muitas pessoas às medidas sanitárias indispensáveis, que é usar máscara e manter o distanciamento social. Tem muita gente que tem dificuldade de seguir essas regras básicas de enfrentamento e também infelizmente o movimento antivacina, que fez muitos adeptos por aqui. E tem muita gente que não se vacinou e declara abertamente que não vai se vacinar. E quanto mais pessoas não se vacinarem, mais casos vamos continuar a ter de Covid. Ano passado e esse ano nós tivemos recordes de falta de vacinação não apenas contra a Covid, mas contra todas as doenças”, lamenta o infectologista.

PROCURA POR VACINA DIMINUI E PREOCUPA ESPECIALISTAS


				
					Covid-19 perde força em todo o Estado, aponta levantamento da Ufal
Cortesia

O pesquisador Esdras Andrade lembra que a vacina é a mais eficiente maneira de se combater a pandemia que se tem conhecimento. Analisando-se os números de Alagoas, a campanha de vacinação diminuiu consideravelmente no último trimestre deste ano e que este esforço ficou mais concentrado entre os meses de maio e agosto.

“Talvez isto se deva ao fato de o número de infecções e mortes ter diminuído consideravelmente em decorrência da imunização. Entretanto, ainda é bom deixar evidente que apenas 54% da nossa população cumpriu o plano de vacinação e cerca de 67,5% recebeu apenas a primeira dose de vacina”, declara. Sobre o registro de novas variantes e se é possível saber quando a pandemia estará sob controle, Esdras fala que não há temos como saber.

“Novas mutações do vírus podem surgir em qualquer lugar e a qualquer momento. Até algumas semanas atrás não se sabia sobre a variante Ômicron, detectada primeiramente na África do Sul. Muito se especulou a esse respeito. E, pelo que dizem os cientistas, esta cepa parece ter baixa letalidade, apesar da alta transmissibilidade. Precisamos, acima de tudo, continuar vigilantes, observando os cenários ao nosso redor e tomando as melhores decisões na intenção de superarmos o quanto antes esta pandemia”, finaliza Andrade.

“Os estudos têm mostrado claramente que as doses de reforço são necessárias para que se mantenha a cobertura adequada a essas vacinas. É muito importante que quem não tomou a sua segunda dose que tome sem falta e quem já está na hora de tomar o reforço, tome. Tudo indica que iremos tomar o reforço nos próximos anos, como acontece com a gripe e outras vacinas. Isso é importante para que a gente mantenha a pandemia sob controle”, avalia Fernando Maia.

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