Telhada nega relação com médico preso em falsa viatura na Paulista
Ex-deputado federal Coronel Telhada revelou que médico se passou por oficial da Polícia Militar uma semana antes de ser

O ex-deputado federal Paulo Adriano Telhada (PP), o Coronel Telhada, negou qualquer tipo de relação profissional com o médico Douglas Ramos, preso por dirigir um carro de luxo com sirene ligada e portar duas armas, na noite dessa segunda-feira (13/7) na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Segundo ele, o neurocirurgião também não tem ligação com o filho dele, o deputado estadual Rafael Henrique Telhada (PP), o Capitão Telhada.
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Ao ser preso, em depoimento a guardas civis metropolitanos (GCMs), o médico disse trabalhar com os Telhada. No carro, os agentes encontraram um distintivo de assessor parlamentar do Poder Legislativo do estado São Paulo. Mais tarde, para a Polícia Civil, o neurocirurgião, no entanto, afirmou ser especializado em traumas de guerra e negou trabalhar como assessor.
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Entenda o caso
Médico neurocirurgião, Douglas Ramos, de 69 anos, foi preso por dirigir um carro de luxo com giroflex, simulando viatura policial.


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Dentro do carro que dirigia, agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) encontraram duas armas e um distintivo do Poder Legislativo.
A abordagem foi na noite da última segunda-feira (13/7), na Avenida Paulista, região central de São Paulo.
Em depoimento inicial, o médico falou que dirigia em ziguezague por estar atrasado para uma reunião de trabalho.
O suspeito disse que era assessor parlamentar do deputado capitão Telhada e também do pai do parlamentar paulista, o coronel Telhada.
O carro, um Mercedes, considerado modelo de luxo, estava com sirenes ligadas.
Na cintura do médico estava uma pistola calibre nove milímetros. No carro, havia um revólver calibre 357.
À GCM, o neurocirurgião disse que é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), mas não apresentou documentação das armas.
Segundo Capitão Telhada, o neurocirurgião nunca teve nenhum vínculos pessoal ou profissional com ele ou com seu filho, que atualmente ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). “[Ele] nunca trabalhou conosco, não é nosso amigo ou [tem] qualquer tipo de relacionamento”, disse.
Ao Metrópoles, Telhada detalhou que, no último dia 8 de julho, o neurocirurgião foi ao gabinete de seu filho dizendo ser coronel da Polícia Militar. A conversa teria durado pouco tempo após perceberem que o homem estaria tentando se passar por outra pessoa. “Em 2 minutos de conversa, percebemos que tudo era uma grande farsa, uma grande mentira”, afirmou.
Na ocasião, Douglas Ramos teria tentado tirar foto com o ex-parlamentar e com seu filho, que negaram o pedido. No dia seguinte, em um evento, o médico voltou a pedir uma fotografia com os dois. “No dia 9 de julho foi na sessão solene, sem convite, e tentou tirar foto conosco de todo jeito. Vimos que ele não está em sã consciência. Amigo nosso não dá problemas, e como [ele] nos citou, que fique preso”, finalizou o ex-deputado.
O Metrópoles busca a defesa do neurocirurgião. O espaço segue aberto para futura manifestação.
O caso foi registrado como localização e apreensão de veículo, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e simulação da qualidade de funcionário.
Confira a matéria completa em Metrópoles.com
