Polícia Militar aposenta tenente-coronel acusado de matar PM Gisele
Militar Geraldo Leite Rosa Neto foi preso acusado de matar a esposa PM com um tiro na cabeça

A Polícia Militar de São Paulo (PMSP) publicou um decreto nesta quarta-feira (10/6) oficializando a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso acusado de matar a esposa, e também PM, Gisele Alves Santana.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Desde abril, quando Geraldo Neto foi afastado da PM, a pensão dele continuou sendo paga pela polícia.
Leia também
O decreto assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior, transfere oficialmente o pagamento de pensão dele para a SPPrev, a instituição do Governo do Estado de São Paulo responsável pelas aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais e militares.
Sendo assim, a partir do mês de julho, Geraldo Leite Neto passará a receber a remuneração não mais pela Polícia Militar, mas sim pela São Paulo Previdência.


Presidente do BRB diz que vai processar ex-administradores envolvidos no Caso Master

Vice-presidente, Geraldo Alkmin fala sobre a retomada da venda de carne para UE

Cristiano Matheus celebra absolvição em ação movida por Alfredo Gaspar pelo MPE

Comissão da Câmara se reúne para deliberar parecer final da LDO 2027
Segundo a PM, o valor da pensão poderá ser cortado pela SPPrev caso o tenente-coronel seja condenado pela Justiça Militar à perda de patente pela morte da ex-esposa. Ele enfrenta um processo dentro da corporação, que pode resultar na expulsão oficial da PM e influenciar na perda da aposentadoria.
Caso isso ocorra, ele passará ao regime comum de aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Quarenta e duas pessoas serão ouvidas em 5 dias de audiências do tenente coronel
O julgamento que decidirá se o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto será ou não submetido ao Tribunal do Júri vai ser dividido em cinco dias e terá o depoimento de 42 testemunhas. Ele é acusado de matar a esposa, a policial militar (PM) Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça.
As audiências que encerram a fase de instrução estão marcadas para começar em 29 de junho, e encerram somente em 3 de julho, com o interrogatório do réu.
Dentre as testemunhas, estão policiais civis e militares, familiares e amigos da vítima, agentes que atenderam a ocorrência, vizinhos e funcionários do prédio onde o casal morava. Geraldo deve ouvir todos os depoimentos.
Desembargador não está entre testemunhas arroladas
O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo pessoal do tenente-coronel e para quem Geraldo ligou após o disparo, não foi arrolado como testemunha para a audiência de instrução. Tanto a acusação quanto a defesa entenderam que sua participação, embora relevante no dia dos fatos, não seria necessária ou pertinente para a prova do crime em si.
O magistrado foi até o apartamento na manhã em que Gisele foi encontrada morta e orientou o tenente-coronel. Antes disso, o militar ligou diversas vezes para o desembargador.
Cogan relatou à Polícia Civil que, naquela manhã, havia acabado de sair de uma aula de ginástica, quando recebeu uma ligação do coronel, que falava de forma acelerada e nervosa. Registros da Polícia Científica, obtidos pelo Metrópoles, mostram que esse contato não foi imediato nem único.
Antes de conseguir falar pela primeira vez com o desembargador, às 8h04, o tenente-coronel tentou contato ao menos três vezes, entre 8h02 e 8h03, sem sucesso. Há ainda registros de novas oito tentativas até que, por volta das 8h41, o magistrado atende novamente à chamada do oficial.
Além do desembargador, Geraldo Neto já havia feito outras ligações, tentando acionar o 190, não aguardando atendimento em um primeiro momento. Também falou com um superior e, só depois, voltou a buscar contato externo, incluindo o magistrado.
