Pai de dentista morto por pichadores tem braço amputado no HC em SP
Manuel Silva segue internado em estado grave, porém estável, na UTI. Seu filho, Wellinton, foi tirar satisfação e morreu; 2 suspeitos estão presos
O aposentado Manuel Antonio da Silva, de 76 anos, teve o braço amputado em cirurgia realizada no Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo. O idoso teve o braço quebrado por homens que picharam sua casa, na Zona Norte da capital, em 6 de agosto. Seu filho, que tinha ido tirar satisfações, acabou sendo morto. Nesta segunda-feira (22), ele permanecia internado em estado grave, porem estável, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
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De acordo com a assessoria de imprensa do HC, o idoso deu entrada no hospital no dia 10. Antes da amputação, ele chegou a ter o braço direito operado por conta de uma infecção causada pelos ferimentos do ataque.
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Câmeras de segurança gravaram o momento da pichação e quando pai e filho saem da residência. Foram as imagens que ajudaram a polícia a identificar os cinco criminosos.
Duas pessoas estão presas por suspeita de envolvimento na morte do dentista e na agressão ao pai dele. Outras três são consideradas foragidas e estão sendo procuradas.


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A diarista Marivone Pereira da Silva, de 51 anos, foi presa temporariamente na terça-feira (16), quando se entregou à polícia. Ela é namorada de Adilson Nascimento dos Santos, que já cumpriu pena por assassinato e é procurado como suspeito de participação nos crimes.
A mulher alegou que o namorado e outras quatro pessoas a defenderam de Wellinton e Manuel, que a atingiram com um facão. Ela não soube dizer quem jogou a pedra que acertou a cabeça do dentista e o matou.
Adolfo Gabriel de Souza, dono do carro que levou os pichadores até a casa das vítimas, também foi preso. Ele se entregou no dia 10 à polícia, mas negou que tenha matado Wellinton.
Além de Adilson, são considerados foragidos: Lucas Rafael de Siqueira Nunes e Aluísio Denis Pires da Silva.
Crime
Câmeras de segurança gravaram o momento em que cinco pichadores chegam à casa do dentista e de seu pai, às 2h18, com garrafas de bebida e latas de spray. Às 2h20, começam a pichar o muro da residência e durante cinco minutos picham, bebem e conversam.
Pouco depois, os cinco entram em um carro e saem. Na sequência, Manuel abre o portão e sai de casa com um objeto na mão, que parece um facão, olha o muro e começa a andar pela rua em busca dos pichadores. O filho dele, Wellington, também foi ver o que estava acontecendo e conversa com o pai, que está do outro lado da rua.
As imagens não mostram, mas, segundo a família, Manuel encontrou os pichadores em uma rua próximo, houve briga e o filho foi socorrer o pai. "Meu marido só atravessou e desceu. Mas meu filho não podia também ter ido", disse a mãe da vítima.
Ainda segundo parentes e amigos, Wellington era calmo e avesso a discussões, mas quando saiu na calçada para proteger o pai, virou o alvo do grupo. Ele foi agredido com pauladas e pedradas e chegou a ser arrastado por uma escadaria. Acabou não resistindo aos ferimentos e morreu.
