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Mulher que fingiu ser criança de 12 anos se torna ré por falsa identidade

Acusada enganou família adotiva por cerca de 14 meses em Joinville, Santa Catarina


				Mulher que fingiu ser criança de 12 anos se torna ré por falsa identidade
Mulher que fingiu ser criança de 12 anos se torna ré por falsa identidade. Divulgação/PCSC

A Justiça de Santa Catarina aceitou, nesta terça-feira (9), a denúncia feita pelo Ministério Público e tornou ré, por estelionato e falsa identidade, a mulher de 37 anos que se passou por uma adolescente de 12 anos e viveu como filha adotiva de uma família em Joinville, no norte de Santa Catarina, por cerca de 14 meses.

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A decisão promulgada pelo juízo da 1ª Vara Criminal, determinou também a apresentação da defesa dela no prazo legal - etapa realizada antes do caso entrar em julgamento.

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Em um processo paralelo, o Tribunal de Justiça também ordenou que a mulher faça um exame de sanidade mental. A realização da perícia está marcada para o dia 26 de junho.

Denominada como “Gabriele Ferreira dos Santos”, a farsa foi descoberta no último dia 2 de junho, após uma familiar estranhar o caso e a denunciar para a Polícia. Ela foi presa e, em interrogatório policial, confessou todos os crimes.

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Exame de insanidade mental; entenda

A medida atende ao pedido da defesa e prevê a realização de exame médico para verificar se ela possui capacidade de responder ao processo penal.

Caso seja constatado que a mulher não tinha entendimento sobre seus atos, o resultado poderá influenciar diretamente os rumos da condenação, prevendo a aplicação de medida de segurança em vez de pena privativa de liberdade.

Como o crime foi descoberto?

O crime foi descoberto após uma tia, que pertencia à família adotiva da mulher, procurar a polícia. Ela e o pai adotivo da suspeita realizaram pesquisas na internet e constataram que a mulher já havia cometido o mesmo crime em ao menos cinco estados diferentes.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou a verdadeira identidade da suspeita e constatou que ela possuía registros de ocorrências em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Como ela se passava por uma adolescente

A mulher, que usava falsamente o nome de "Gabriele", residia com os pais adotivos há aproximadamente 14 meses e, ao longo desse período, apresentava comportamentos infantilizados e lúdicos, utilizando mamadeiras, chupetas e um "cheirinho" para dormir frequente.

De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, ela tinha um quarto só dela, todo pintado de rosa e com adereços para crianças. A infratora fingia também sofrer crises de pânico, inseguranças para dormir sozinha e pedia para a mãe adotiva a colocasse na cama.

Segundo a Polícia Civil, a mulher sustentava o disfarce sob a alegação de ser portadora de autismo e de outras condições clínicas, o que fazia com que seus traços aparentassem ser de uma pessoa mais velha.

A mulher ainda de justificava sua aparência de adulta dizendo que seus traços eram decorrentes da utilização de hormônios de forma forçada durante a infância.

Ela afirmava à família adotiva ter sido submetida à prostituição durante a infância, inclusive sendo obrigada a tomar hormônios. De acordo com a corporação, esses alegações fez com que a família acreditasse na investigada.

Adoção nunca foi formalizada; entenda

De acordo com os investigadores, a adoção nunca foi formalizada pelos meios legais, como previsto na legislação. Em depoimento, os familiares relataram que tentaram iniciar os procedimentos necessários e chegaram, inclusive, a tentar matricular a suposta adolescente em uma instituição de ensino.

No entanto, segundo a polícia, a mulher tentava impedir o avanço do processo. Ela alegava que uma adoção formal comunicaria sua localização ao pai biológico e que, por isso, teria medo.

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