Mulher denuncia que motorista de app se recusou a continuar corrida por sua filha ser autista
A Uber negou que o motorista tenha recusado a viagem pela condição da criança. O caso está sendo investigado
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou um inquérito policial para apurar a conduta de um motorista de aplicativo que teria se recusado a iniciar a corrida solicitada por uma mulher e sua filha autista. O caso foi denunciado na terça-feira (14/7) nas redes sociais da vítima. Agora, a ocorrência está sendo apurada pela Delegacia Especializada em Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso de Belo Horizonte. A Uber, plataforma de viagem por app acionada pela mulher, negou que o motorista tenha recusado a viagem pela condição da criança.
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Conforme o relato da mãe da criança, Elisa Albuquerque, no dia dos fatos ela levou a filha até o posto de saúde no bairro Vila Jardim São José, na região da Pampulha. No retorno da consulta médica ela chamou um carro de aplicativo. Ao entrar no veículo a autônoma foi surpreendida pela atitude do motorista.
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Em um vídeo, publicado em suas redes sociais, Elisa conta que, ao perceber a presença de sua filha, o homem teria dito que não seguiria a corrida “com essa criança”. Atônita, a mulher conta que, em um primeiro momento não entendeu a reação, já que a filha não estava chorando, ou suja, e sim apenas sentada em seu colo com um crachá de identificação para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo Elisa, ao notar que o problema seria a condição da criança, ela saiu do carro e bateu a porta. A reação acabou gerando uma discussão entre a passageira e o motorista. Em outra imagem, também publicada nas redes sociais da mãe, o homem aparece mandando a mulher “comprar um carro” para ela e a chamando de “palhaça”.


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“Em pleno 2026 a gente ainda lida com pessoas escrotas [...] Como uma pessoa dessa consegue ainda ser motorista de aplicativo. Eu espero que ele nunca precise de algo, por que Deus cobra”, desabafou a mãe da vítima.
Procurada, a Polícia Civil informou que, após tomar conhecimento do caso, instaurou um inquérito policial para apurar a denúncia registrada pela mãe da criança. Ainda segundo a corporação, os envolvidos serão intimados para esclarecer os fatos. “A investigação está a cargo da Delegacia Especializada em Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso em Belo Horizonte”.
