Incêndios florestais: Manaus registra piora na qualidade do ar pelo quinto dia consecutivo
Cidade a qualidade do ar degradada devido a incêndios; governo federal reconheceu estado de emergência em 36 municípios

Manaus, capital do Amazonas, registra nesta segunda-feira (12) o quinto dia consecutivo de piora na qualidade do ar, impactada pela intensa fumaça provocada pelos incêndios florestais que assolam o estado. Dados do aplicativo Selva indicam que seis bairros da região central e o Distrito Industrial II, além de outros cinco municípios do estado, apresentam qualidade do ar considerada péssima.
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O monitoramento aponta ainda que quatro cidades amazonenses estão com qualidade do ar ruim, e na região central de Manaus, outros oito bairros também se encontram nessa classificação. Conforme os dados, nenhum bairro do centro da capital tem qualidade do ar considerada boa.
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Moradores do centro de Manaus relatam o forte cheiro de queimado e dificuldades para respirar, o que tem afetado as atividades do dia a dia.
No domingo (11), cidades da Região Metropolitana de Manaus já haviam registrado qualidade do ar classificada como péssima. A fumaça dos incêndios contribui para a concentração de poluentes na atmosfera e afeta a qualidade do ar na capital e em municípios próximos. A situação exige atenção, especialmente em áreas onde os índices permanecem elevados por períodos prolongados.


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O governo do Amazonas informou que mantém ações integradas de prevenção, fiscalização, monitoramento e combate às queimadas durante o período de estiagem.
Representantes do governo federal fizeram um sobrevoo pelas áreas atingidas para analisar o impacto das queimadas e acompanhar a atuação de quatro aviões de combate a incêndio, que já entraram em operação na região do município de Autazes, na Região Metropolitana de Manaus.
Um levantamento divulgado anteriormente pela CNN Brasil mostra que o aumento de 271% nos focos de incêndio nos primeiros dias de outubro evidencia o agravamento do cenário no estado.
Os incêndios atingem mais de 30 municípios amazonenses. Diante da extensão das queimadas, o governo federal reconheceu situação de emergência em 36 cidades do Amazonas. A medida ocorre em meio à necessidade de ampliar as ações de resposta aos incêndios e atender aos municípios afetados.
Como parte das medidas preventivas, o governo do Amazonas estabeleceu, por meio do Decreto Estadual nº 55.339, o período proibitivo para o uso do fogo por 120 dias em todo o estado, ressalvadas as exceções previstas na legislação.
O Decreto Estadual nº 55.338 instituiu o PPCDQ (Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Amazonas), que reúne medidas para reduzir o desmatamento, as queimadas e a degradação florestal, além de promover a recuperação ambiental e a conservação dos recursos naturais.
