Homem acusado de filmar mulheres escondido e vender vídeos íntimos no Telegram vira réu
Investigação aponta que vítimas não sabiam das gravações; vídeos eram vendidos por até R$ 100 e circulavam em diferentes estados

O homem acusado de filmar mulheres durante relações sexuais sem que elas soubessem e comercializar os vídeos na internet, em Teresina, tornou-se réu na Justiça após ser denunciado pelo Ministério Público do Piauí.
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José Cleuton da Silva foi preso em 29 de maio, durante a Operação Lente Oculta, deflagrada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), da Polícia Civil do Piauí. A investigação começou após pelo menos sete mulheres relatarem que vídeos íntimos delas estavam circulando na internet.
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Segundo o delegado Humberto Mácola, responsável pelo caso, o suspeito atraía as mulheres para encontros com a promessa de pagamento. Durante as relações sexuais, conforme a investigação, ele utilizava equipamentos escondidos para registrar as imagens sem o conhecimento das vítimas.
Câmeras eram escondidas em objetos


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A Polícia Civil identificou que o investigado utilizava objetos adaptados para esconder as câmeras durante os encontros.
Entre os equipamentos apreendidos estavam pastas com pequenos orifícios camuflados, que permitiam a captação das imagens sem chamar a atenção das mulheres.
Após as gravações, o conteúdo teria sido armazenado, organizado e distribuído por meio de plataformas digitais, principalmente o Telegram.
Vídeos íntimos eram vendidos por até R$ 100
De acordo com a investigação, os vídeos eram comercializados por valores entre R$ 75 e R$ 100.
A circulação do material teria atingido diferentes estados brasileiros antes de as vítimas descobrirem que haviam sido filmadas.
Em um dos casos, uma mulher foi informada por uma amiga que morava em outro estado sobre a existência de imagens íntimas envolvendo ela. Depois disso, outras mulheres procuraram a Polícia Civil e relataram situações semelhantes.
Segundo o delegado, pelo menos sete vítimas foram identificadas durante a investigação.
Mulheres não sabiam das gravações
A Polícia Civil informou que as vítimas ouvidas durante a investigação afirmaram que não tinham conhecimento de que estavam sendo filmadas.
Elas só teriam descoberto as gravações depois que os vídeos começaram a circular na internet.
A investigação também identificou, segundo a polícia, a presença de menores de idade entre as pessoas retratadas nas imagens. A circunstância passou a ser considerada um agravante nas apurações.
Telegram retirou vídeos após pedido da polícia
Depois de identificar a circulação do conteúdo, a Polícia Civil do Piauí acionou o Telegram para solicitar a remoção dos vídeos.
Segundo o delegado Humberto Mácola, a plataforma atendeu ao pedido e retirou o material indicado pela investigação.
A polícia também buscou mecanismos para evitar que os vídeos fossem novamente publicados em outras plataformas.
Polícia alerta sobre compartilhamento de vídeos íntimos
A Polícia Civil alerta que pessoas que recebem vídeos íntimos obtidos sem consentimento não devem baixar, armazenar ou compartilhar o conteúdo.
A orientação também vale para situações envolvendo possíveis imagens de crianças ou adolescentes em cenas de natureza sexual, que devem ser imediatamente comunicadas às autoridades.
A investigação continua para esclarecer todos os fatos relacionados à produção, comercialização e distribuição dos vídeos.
Investigado virou réu
Com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Piauí, José Cleuton da Silva passou à condição de réu no processo judicial.
A condição de réu significa que a Justiça recebeu a acusação e que ele responderá ao processo. Isso não significa, neste momento, que houve condenação pelos crimes investigados.
