Flávio diz aos EUA que tarifaço de 25% daria “vitória política” a Lula
Em ofício enviado ao Escritório de Comércio dos EUA, Flávio alega que um novo "tarifaço" pode favorecer Lula na eleição

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou ao governo dos Estados Unidos um ofício pedindo novamente a suspensão do tarifaço sobre os produtos brasileiros. O parlamentar é um dos inscritos para participar das audiências que visam discutir a sobretaxação de 25% do governo de Donald Trump ao Brasil.
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No documento encaminhado nessa quarta-feira (1º/7), Flávio argumenta que a manutenção do tarifaço poderia favorecer Lula na corrida eleitoral.
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“As tarifas propostas entregariam ao atual governo brasileiro precisamente a vitória política que ele vem arquitetando, ao mesmo tempo em que prejudicariam a economia americana e os próprios brasileiros, que buscam uma relação mutuamente benéfica com os Estados Unidos”, escreveu.
Flávio se apresenta como pré-candidato à Presidência da República e ressalta que se reuniu recentemente com Trump e com o secretário de Estado, Marco Rubio, para tratar das tarifas.


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“Em outras palavras, as tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro justamente pela estratégia que ele tem adotado: obstaculizar negociações sérias, provocar retaliações por parte de Washington e, em seguida, transformar essa retaliação em uma vitória política interna”, reiterou.
Em junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) atribuiu a imposição da taxa de 25% a práticas de comércio consideradas desleais, após concluir a investigação contra o Brasil, respaldada na Seção 301, da Lei de Comércio de 1974.
O parlamentar pede que o governo Trump suspenda a aplicação de sobretaxas ao país, ao menos até a realização das eleições presidenciais no Brasil.
“Os Estados Unidos têm um interesse consolidado em não tomar medidas econômicas de grande porte contra uma democracia estrangeira nas semanas anteriores a uma eleição nacional disputada, onde a ação corre o risco de ser retratada […] como uma tentativa de influenciar o resultado”, escreveu o senador. “Adiar a implementação até depois das eleições elimina essa caracterização”, diz.
Novo tarifaço
O relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA, órgão responsável pela política comercial do país, acusa o Banco Central de atuar de forma “dupla” e desleal, sendo discriminatório com as empresas americanas.
O documento preliminar aponta que políticas brasileiras sobre comércio digital, desmatamento ilegal e propriedade intelectual restringem ou oneram as transações norte-americanas.
Foi fixado o prazo de 15 de julho para que o Brasil adote medidas corretivas antes da aplicação definitiva das taxas.
A proposta impõe taxação sobre todas as mercadorias brasileiras, mas exclui bens considerados estratégicos para o abastecimento da economia dos Estados Unidos. Ficam isentos produtos agropecuários como carne bovina, café, frutas tropicais, petróleo, minérios, terras-raras, aviões, fertilizantes e produtos farmacêuticos.
O documento também acusa o Brasil de prejudicar a concorrência ao punir plataformas de tecnologia dos EUA que descumprem ordens de remoção de conteúdo.
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