Flávio Bolsonaro diz que defender mulher de covarde e vagabundo é pauta da direita
Pré-candidato à presidência fez uma live nesta quinta-feira (16) para anunciar conjunto de medidas voltadas às mulheres elaboradas por sua pré-campanha

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, anunciou nesta quinta-feira, 16, que, caso seja eleito, criará a "Central da Mulher", plataforma de segurança pública voltada às mulheres. Segundo ele, o tema é típico da direita.
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"Defender mulher de covarde, vagabundo e agressor é pauta de direita. A direita não gosta de criminoso. Quem gosta de criminoso é a esquerda", declarou o parlamentar durante uma live em seu canal no YouTube para apresentar o "Brasil por Elas", focado em políticas públicas para mulheres.
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Flávio faz a transmissão ao lado da economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, coordenadora das propostas econômicas da pré-campanha do senador e cotada para vice na chapa. Ao comentar um dos objetivos da Central da Mulher, a recolocação da vítima de violência doméstica no mercado de trabalho, Daniella também criticou o governo.
"Hoje, o governo é muito complexo. Ele é caro, inchado, um cabide de empregos, tem 18 lugares diferentes e nenhum resolve a vida da mulher. Então a ideia da Central da Mulher é a gente colocar tudo na palma da mão dela, seja na proteção da família dela, seja nas oportunidades para ela crescer e voar alto e construir autonomia", disse.


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Flávio critica termo 'pessoas que gestam'
O pré-candidato à Presidência criticou o uso da expressão "pessoas que gestam" para se referir a mulheres - isto é, pessoas do sexo feminino capazes de engravidar.
"Quando a gente fala de mulheres, de mães, nós somos a direita se referindo às mulheres. Quando a esquerda se refere à mulher, chama de pessoa que gesta", declarou o parlamentar.
O uso de "pessoas que gestam" foi amplamente criticado pela direita ainda este ano, após a suposta inclusão do termo na Caderneta da Gestante, editada pelo Ministério da Saúde. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) chegou a pedir a convocação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), para prestar esclarecimentos sobre o documento.
Atualmente, a versão da Caderneta da Gestante disponível no site do Ministério da Saúde não usa o termo "pessoas que gestam."
