Defesa diz que Bolsonaro abre mão de arma apreendida
Defesa afirma que ex-presidente não tem interesse na restituição da pistola apreendida

Metrópoles
03/07/2026 às 8:57 • Atualizada em 03/07/2026 às 9:16 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (2/7), que ele abre mão da restituição da pistola apreendida com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e pediu a manutenção da prisão domiciliar.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Os advogados argumentam que as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) afastam qualquer hipótese de falta disciplinar capaz de alterar o regime de cumprimento da pena.
Leia também
Na manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, a defesa afirma que Bolsonaro “não possui qualquer interesse na restituição do armamento apreendido”, posição que, segundo os advogados, já havia sido comunicada anteriormente e também foi registrada pela PGR.
Os defensores sustentam que o relatório da PCDF reforça a tese de que o ex-presidente não cometeu irregularidades relacionadas à arma. “As conclusões alcançadas pela autoridade policial convergem, em seus aspectos centrais, com as razões anteriormente submetidas pela Defesa”, afirmam.


Servidores cobram da PF apuração sobre perdas de recurso do Iprev Maceió

Governo inaugura ponte na zona rural de São José da Tapera

Renan Filho volta a defender projeto coletivo e união de forças para futura chapa

Em discurso, senador Renan critica gestão anterior à do filho no governo de Alagoas
Segundo a petição, a investigação reconheceu que Bolsonaro possuía registro válido da pistola e que não havia impedimentos legais para mantê-la armazenada em sua residência, motivo pelo qual a polícia concluiu não haver materialidade nem dolo para caracterizar eventual crime.
A defesa também destacou que a retirada da arma da casa ocorreu por iniciativa exclusiva do agente do GSI Estácio Leite da Silva Filho, sem autorização ou determinação do ex-presidente.
Parecer da PGR
Os advogados ainda citaram o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que se manifestou favoravelmente à manutenção da prisão domiciliar.
Segundo a defesa, a própria PGR reconheceu que as conclusões da Polícia Civil estão amparadas pelas provas reunidas durante a investigação e que não há elementos para atribuir a Bolsonaro falta disciplinar capaz de repercutir no regime de cumprimento da pena.
“Diante do exposto, (…) requer que seja definitivamente afastada qualquer cogitação de falta grave, com o regular prosseguimento da execução penal nos moldes atualmente aplicados”, pedem os advogados.
Nessa quarta-feira (1º/7), Paulo Gonet opinou pela manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro, mas defendeu que a pistola permaneça apreendida.
Embora tenha concordado com a conclusão da PCDF de que não há falta disciplinar atribuível ao ex-presidente, o procurador-geral afirmou que a condição jurídica de Bolsonaro é incompatível com a posse de arma de fogo.
O parecer foi solicitado por Alexandre de Moraes após a conclusão do inquérito da PCDF sobre o caso.
Investigação
A investigação foi aberta após a pistola registrada em nome de Bolsonaro ser encontrada com o agente do GSI Estácio Leite da Silva Filho durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em Taguatinga.
No relatório final, a Polícia Civil indiciou o agente por porte ilegal de arma de fogo, mas concluiu que não havia elementos para responsabilizar Bolsonaro por posse irregular.
Em depoimento, o ex-presidente afirmou que a pistola permaneceu em sua residência com autorização de um delegado da Polícia Federal após uma operação realizada em julho do ano passado.
Segundo Bolsonaro, o agente do GSI retirou a arma da casa para verificar um defeito no equipamento sem sua autorização, e ele só soube da retirada quando foi informado sobre a apreensão durante a blitz.