Dark Horse: Flávio Dino proíbe Mario Frias de deixar o país
Deputado Mario Frias e produtora do filme sobre Bolsonaro estão entre os alvos de operação da PF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o deputado Mario Frias (PL-SP) de deixar o país e de manter contato com os outros investigados no inquérito sobre o filme Dark Horse. O parlamentar foi alvo de operação da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (10/9).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A força-tarefa, autorizada por Dino, cumpre 49 mandados de busca e apreensão em produtoras ligadas à cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Leia também
Veja fotos da operação:
Além de Frias, a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, está entre os alvos. Duas entidades de propriedade dela — o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC) — também foram alvo de buscas pelos investigadores.


Serviço de abastecimento de água em Murici pode afetar fornecimento na quinta-feira (10)

Substância escura e oleosa é encontrada na areia de praias de Maceió

Arapiraca celebra 204 anos da Independência do Brasil

Mais de 1.500 militares participam do desfile de 7 de Setembro em Maceió
Na decisão, Dino aponta a suspeita de existência de uma organização criminosa integrada por Mario Frias.
“Assim sendo, já por ocasião da instauração, foram encontrados indicativos da prática de crimes de peculato, fraude em licitação ou contrato, contratação direta ilegal, falsificação de documento particular e falsidade ideológica e uso de documento falso, emprego irregular de verbas ou rendas públicas, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa”, destacou.
A PF apura o suposto desvio de emendas parlamentares para custear a obra. A restrição de manter contato com os demais investigados e de sair do país recai também sobre todos os 29 alvos da operação desta quinta-feira.
São investigados os seguintes crimes:
Peculato;
Falsidade documental;
Lavagem de dinheiro;
Organização criminosa; e
Crimes licitatórios.
As buscas foram realizadas em endereços das seguintes unidades da Federação: Distrito Federal, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. Além de apreenderem aparelhos eletrônicos e documentos, agentes encontraram armas e veículos de luxo em endereços relacionados aos alvos. O material recolhido será analisado no decorrer da investigação.
Entenda
Dino é o relator do inquérito que apura supostos desvios de emendas parlamentares para o filme.
Dark Horse é um longa-metragem, ainda não lançado, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro na campanha de 2018.
A PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira.
O deputado Mario Frias está entre os alvos.
O STF proibiu o parlamentar de deixar o país e de se comunicar com outros investigados.
Há mais uma investigação sobre a obra no Supremo, que está sob relatoria de André Mendonça.
Filme investigado
A obra que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro conta com duas frentes de investigação. O inquérito sob a relatoria de Dino apura se houve uso irregular de emendas parlamentares e dinheiro público que chegou a entidades e empresas ligadas à produtora do filme.
O outro processo é de responsabilidade do ministro André Mendonça e investiga os repasses que totalizam R$ 61 milhões, feitos por Daniel Vorcaro, dono Banco Master, a pedido do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), e o destino desse dinheiro. Uma das suspeitas é que uma parte do montante seria destinada ao custeio de ações criminosas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Nesta semana, o gabinete de Mendonça homologou a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações, sobre a produção do filme.
Segundo a investigação, a empresa teria sido usada para receber os repasses de Vorcaro destinados à produção da cinebiografia.
Acompanhe a matéria em Metrópoles.com
