Bolsonaro disse que não podia ficar desarmado: 'Tinha 3 mulheres em casa'
Declaração de Bolsonaro consta em decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes

Em depoimento à polícia, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que não poderia ficar desarmado, porque estava com três mulheres em sua casa, onde cumpre prisão domiciliar.
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A declaração de Bolsonaro consta em decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes. O relator do caso deu 48 horas para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste a respeito da arma apreendida com um dos seguranças do ex-presidente na semana passada e também sobre a prisão domiciliar.
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O armamento foi apreendido durante uma blitz com o sargento Estácio Leite da Silva Filho. Na abordagem, ele se identificou como sendo do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e disse que atuava na segurança de Bolsonaro. O sargento também afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente.
Após a apreensão, Bolsonaro teve que prestar depoimento à Polícia Civil do DF. Segundo a defesa do ex-presidente, os esclarecimentos foram prestados por cerca de cinco minutos. Os advogados alegam ainda que a arma apresentava defeito e que Bolsonaro teria pedido a um de seus seguranças para que verificasse o problema.


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Defesa nega tentativa de descumprimento de decisão judicial. Em publicação nas redes sociais, o advogado Paulo Bueno Cunha afirmou que "em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal" e classificou o episódio como "criminalmente acromático".
A situação ocorre em meio ao pedido de extensão da domiciliar de Bolsonaro. Moraes concedeu domiciliar por 90 dias após alta do ex-presidente, que tratava uma broncopneumonia. Hoje o ministro pediu a manifestação da PGR para analisar a prorrogação ou não do regime.
Na decisão, o ministro classifica o episódio da arma como uma "falta grave". Destacou ainda artigos da Lei de Execuções Penais que determinam consequências em casos de falta grave pelo condenado como a "cessação da prisão domiciliar".
