Ao criticar Jorginho, Lula menciona Hitler e pede combate ao racismo
Em Santa Catarina, presidente falou sobre postura contrária do governador de SC às cotas raciais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), sobre os posicionamentos do político contra políticas de inclusão racial, como as cotas. As declarações foram feitas nesta sexta-feira (26) durante visita a obras de embarcações da Petrobras, em Itajaí.
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O presidente também questionou a ausência de Jorginho nos eventos promovidos pelo governo federal em Santa Catarina. Em março, o governador do PL não acompanhou a visita de Lula ao estado para assinar o contrato de financiamento de um estaleiro também em Itajaí.
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Em seu discurso, Lula falou sobre a necessidade do combate ao racismo no estado e evitar que a população catarinense seja "tomada do senso de grandeza". Ele também criticou a política estadual que tentou estabelecer uma lei que extinguia as cotas raciais nas universidades e foi declarada inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
"Não pode permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. Não pode permitir, não pode permitir que aqui em Santa Catarina as pessoas sejam tomadas do senso de grandeza, porque esse estado é muito rico, não é pobre. A gente é um estado brasileiro e todo mundo tem que ser tratado igual", declarou Lula.


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Na sequência, ao falar de uma "hegemonia branca" na região, o presidente menciona a postura do líder nazista, Adolf Hitler, que pregava a superioridade da chamada "raça ariana".
"Não tem um cara que é branco e é melhor do que o que é negro, o cara que é nordestino é pior do que o do Sul do país. Que história que é essa? Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou. A gente não pode permitir essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país. A gente não pode. Na verdade, isso não é hegemonia branca, é hegemonia da ignorância", completou.
A CNN Brasil entrou em contato com a assessoria do governador Jorginho Mello e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
