Advogado pede condenação do próprio cliente e surpreende juíza
Defensor Rodrigo Pantaleão concordou com o pedido de condenação apresentado pelo Ministério Público

Um advogado pediu a condenação do próprio cliente durante uma audiência no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o que tornou o réu indefeso.
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O que aconteceu
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O defensor Rodrigo Pantaleão concordou com o pedido de condenação apresentado pelo Ministério Público. O cliente, que responde por tráfico e uso indevido de drogas, passava por uma audiência virtual na 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital quando o fato inusitado ocorreu, no dia 28 de maio.
"Em alegações finais, Vossa Excelência, a defesa corrobora com as afirmações exaradas pela Promotoria de Justiça, nada mais", disse Rodrigo Pantaleão.


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A juíza, no entanto, se indignou com a atitude do profissional. "Eu não posso aceitar essas alegações finais, senhor, vou considerar o réu indefeso", falou Carolina Ranzolin Nerbass. "Não, essas são as alegações finais da defesa", rebateu o homem na sequência.
O UOL tenta localizar o contato do advogado. O espaço segue aberto para manifestação. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) também foi procurada para comentar sobre o assunto.
Magistrada, então, intimou o réu a encontrar outra pessoa para representá-lo. Segundo ela, apesar do próprio acusado ter admitido parte do crime, ele "merecia uma defesa". "Então, eu dou três dias para o senhor constituir um novo defensor. Se o senhor não constituir, eu vou nomear um defensor dativa para o senhor, que vai fazer uma defesa adequada", acrescentou.
Magistrada, então, intimou o réu a encontrar outra pessoa para representá-lo. Segundo ela, apesar do próprio acusado ter admitido parte do crime, ele "merecia uma defesa". "Então, eu dou três dias para o senhor constituir um novo defensor. Se o senhor não constituir, eu vou nomear um defensor dativa para o senhor, que vai fazer uma defesa adequada", acrescentou.
Antes mesmo do início da sessão polêmica, Pantaleão já havia demonstrado indisposição pelo caso. A Justiça havia oferecido a ele a oportunidade de conversar com seu cliente de maneira reservada, o que foi negado, dizendo que "não havia necessidade".
