Acusação vai pedir anulação de júri do caso Henry: “Aberração jurídica”
Monique Medeiros, mãe do menino, foi condenada por homicídio culposo, mas recebeu perdão judicial

O assistente de acusação no caso Henry Borel, o advogado Cristiano Medina da Rocha, afirmou que vai pedir a anulação do julgamento que condenou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e a professora Monique Medeiros pela morte do menino, na madrugada desta quinta-feira (4/6).
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Cristiano Medina,que representa o pai da criança, Leniel Borel, chamou de “aberração jurídica” a decisão da juíza Elizabeth Machado Louro de conceder perdão judicial a Monique Medeiros após ela ser condenada pelo júri por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. “Não tenho a menor dúvida de que vamos anular essa decisão”, afirmou.
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Segundo ele, a juíza teria mudado as perguntas feitas ao júri para induzi-los a desclassificar a acusação contra Monique de homicídio doloso para culposo. “Enquanto Monique não teve uma posição favorável, a juíza não se deu por satisfeita”, alegou.
Quanto à sentença de Jairinho, condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, o advogado se disse “satisfeito”.


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Caso Henry Borel
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, na casa da família, em Jacarepaguá, no Rio. O ex-vereador e médico Dr. Jairinho, padrasto do menino, e Monique Medeiros, a mãe, levaram a criança ao hospital, alegando que o menino havia sofrido um acidente doméstico e caído da cama.
Os profissionais de saúde constataram a morte de Henry, causada por hemorragia interna e laceração hepática. Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Henry apresentava mais de 20 lesões de natureza violenta, incluindo laceração no fígado, lesões nos rins e hemorragia interna, indicando espancamento e morte lenta e agônica.
Jairinho e Monique estão presos desde 8 de abril.
