Terapia Multidimensional: quando olhar para dentro pode transformar a forma como vivemos o lado de fora
Existe uma dimensão invisível que influencia aquilo que experimentamos no mundo visível

Uma conversa sobre consciência, processos energéticos e as experiências que levaram a terapeuta Vanessa Lacerda a encontrar na multidimensionalidade uma nova forma de compreender o ser humano.
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Em 2024, depois de inaugurar meu Espaço Terapêutico na Zona Leste de São Paulo, eu já trabalhava com diferentes ferramentas integrativas, entre elas Radiestesia, Reiki, Barras de Access e processos corporais de Access Consciousness.
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Eu havia estudado, praticado e vivenciado muitas dessas ferramentas na minha própria trajetória de autoconhecimento. Mas, em determinado momento, comecei a sentir que ainda havia algo além.
Durante os atendimentos com os processos corporais de Access Consciousness, percebi em mim um chamado para mergulhar mais profundamente no universo espiritual.


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Eu sempre tive uma inquietação muito grande diante daquilo que não conseguimos explicar apenas com os olhos ou com a lógica. Acredito que aquilo que chamamos de realidade física seja apenas uma pequena parte de uma existência muito maior.
Na minha visão, existe uma dimensão invisível que influencia aquilo que experimentamos no mundo visível. E foi justamente essa curiosidade que começou a me levar para estudos cada vez mais profundos sobre consciência, espiritualidade, energia e física quântica.
Sou uma eterna estudante de física quântica e, ao longo desse caminho, também me tornei aluna de Hélio Couto, cujos estudos foram fundamentais para ampliar meu olhar sobre a possibilidade de uma realidade muito mais vasta do que aquela que conseguimos perceber pelos cinco sentidos.
Nunca tive contato pessoal com ele, mas foi através de seus cursos que se abriram, em minha mente, portas importantes para compreender conceitos que antes me pareciam impossíveis.
Eu me perguntava constantemente sobre o poder da fé, sobre as infinitas possibilidades da existência e sobre aquilo que acontece quando uma pessoa deixa de considerar impossível tudo aquilo que ainda não consegue compreender.
E existe uma frase que representa muito a minha caminhada: quando eu caminho, o caminho também se abre.
Foi assim que a Terapia Multidimensional chegou até mim.
O encontro com a Terapia Multidimensional
Conheci a Terapia Multidimensional e senti que havia encontrado uma peça que faltava na minha busca.
A técnica foi canalizada por Hélène Abiassi, terapeuta e canalizadora que desenvolveu e difundiu a abordagem ao longo de décadas. Atualmente, a própria formação da Terapia Multidimensional®️ descreve a prática como um trabalho energético voltado ao equilíbrio, à expansão da consciência e à conexão com dimensões e Seres de Luz. (Helena Biassi Academy)
Fiz minha formação e comecei a atender.
E foi nesse momento que aquilo que antes era uma busca pessoal passou a ganhar uma dimensão completamente diferente na minha vida profissional.
Comecei a vivenciar experiências que, para mim, eram difíceis de colocar em palavras.
Eu entrava em estado meditativo e percebia imagens, sensações, emoções e informações que não haviam sido previamente compartilhadas comigo pelo paciente.
Para explicar de uma maneira simples, dentro da visão da Terapia Multidimensional, trabalha-se com aquilo que chamamos de canalização: um processo diferente da análise racional e também diferente de um simples palpite ou impressão emocional.
É uma experiência subjetiva e espiritual, vivenciada pelo terapeuta durante o atendimento.
As sessões podem ser realizadas à distância. Para mim, a distância física nunca foi uma barreira para esse tipo de trabalho, da mesma forma que hoje conseguimos conversar instantaneamente com alguém que está do outro lado do mundo.
Durante a sessão, o paciente não precisa necessariamente ouvir ou sentir alguma coisa. Não precisa acreditar em uma determinada forma de espiritualidade e também não precisa saber exatamente o que está acontecendo.
O meu papel é entrar em um estado de presença, entrega e escuta, permitindo que o processo se desenvolva.
Dentro da cosmologia da Terapia Multidimensional, esse trabalho envolve a atuação de equipes espirituais e Seres de Luz. É nesse campo que aparecem referências como Mestre Jesus Sananda, Mãe Maria, Saint Germain, anjos, arcanjos e outros seres espirituais.
Para mim, mais importante do que tentar convencer alguém de que aquilo que percebo é real é respeitar a experiência de cada pessoa.
Eu não acredito que a espiritualidade precise ser imposta.
Ela pode ser vivenciada.
E foi justamente vivendo que comecei a compreender o tamanho desse trabalho.
Quando uma sessão deixa de ser apenas uma sessão
Ao longo dos atendimentos, comecei a perceber algo que me marcou profundamente: muitas vezes, aquilo que acontece durante uma sessão encontra correspondência em acontecimentos ou percepções que o paciente posteriormente compartilha comigo.
Foi então que decidi começar a registrar e compartilhar alguns desses casos, sempre preservando a identidade e a privacidade das pessoas.
Um deles, porém, me marcou de maneira muito profunda.
Recebi o pedido de uma paciente para realizar uma sessão para o filho de uma amiga.
Ela me enviou os dados necessários e iniciei o atendimento.
Durante a canalização, a primeira imagem que percebi foi muito intensa.
Parecia uma cena de acidente.
Eu via uma criança sendo socorrida, colocada em uma maca e conduzida rapidamente por um corredor de hospital. Havia vários profissionais ao redor.
Em determinado momento, depois que essas pessoas se afastaram, percebi a presença da equipe de cura envolvendo a criança.
Algumas intervenções aconteceram e, depois, a equipe se afastou.
O que me chamou atenção foi a sensação que permaneceu em mim.
Normalmente, quando percebo um processo de cura durante uma sessão, sinto uma profunda sensação de paz, amor e acolhimento.
Naquele momento, porém, veio uma percepção completamente diferente: a sensação de que nada mais poderia ser feito.
Quando enviei o feedback para a paciente, ela me respondeu contando o que havia acontecido.
A criança havia sofrido uma convulsão na escola, caído, batido a cabeça e sido levada ao hospital. Segundo o relato recebido, posteriormente teria recebido uma medicação inadequada e desenvolvido uma síndrome que provocou graves lesões na pele.
Aquilo me tocou profundamente.
Como minha intuição dizia que eu deveria fazer algo a mais, ofereci uma sessão para a mãe da criança.
Eu mesma já conhecia o contexto e, justamente para preservar a experiência, pedi a outra terapeuta multidimensional que realizasse aquela sessão sem que eu lhe contasse previamente os detalhes que conhecia.
O que aconteceu depois me marcou para sempre.
Durante a sessão, a terapeuta percebeu a presença de uma mulher.
Em determinado momento, surgiu a percepção de uma criança que queria participar daquele processo.
Ela desejou boa cura ao menino.
Então, segundo o relato da terapeuta, apareceu Mestre Jesus Sananda, segurou a mão da criança e a levou.
A mãe se ajoelhou e começou a pedir que ele deixasse o filho.
Mãe Maria apareceu e iniciou um processo de cura na mãe.
Depois disso, Mestre Jesus retornou com a criança.
A mãe segurou as mãos do filho de uma maneira que formava o símbolo do infinito.
A percepção era de que as energias de cura desciam sobre a mãe e, através dela, chegavam até a criança.
Quando recebi o relato, contei à terapeuta aquilo que eu havia percebido na primeira sessão.
Contei também sobre o acidente e sobre a sensação que havia tido de que aquela criança seria levada.
Naquele momento, tive uma percepção que passou a transformar ainda mais a minha maneira de enxergar os processos: talvez não estivéssemos trabalhando apenas com a criança.
Talvez existisse algo no campo emocional e energético da mãe que também precisasse ser cuidado.
É aqui que entra uma das ideias que mais me fazem refletir sobre a relação entre consciência e realidade: aquilo que cultivamos internamente influencia a maneira como experimentamos o mundo.
Dentro das tradições que estudo, encontramos princípios semelhantes na ideia de correspondência — o princípio de que aquilo que acontece dentro encontra expressão fora.
Eu não vejo isso como uma forma de culpar alguém pelo que vive.
Muito pelo contrário.
Para mim, essa compreensão devolve ao ser humano uma possibilidade poderosa: a possibilidade de olhar para dentro e perceber que existem padrões, medos, crenças e emoções que podem estar pedindo consciência e transformação.
Não significa que uma pessoa tenha culpa por uma doença, por um acidente ou por uma tragédia.
Significa olhar para a vida com uma pergunta diferente:
O que existe em mim que está pedindo para ser visto, compreendido e transformado?
Esperamos.
E menos de dez dias depois, recebemos a notícia de que aquela criança, que até então não estava respondendo aos tratamentos da maneira esperada, havia recebido alta e estava voltando para casa ao lado da mãe.
Aos olhos de algumas pessoas, isso será uma coincidência.
Eu respeito.
Não tenho interesse em convencer quem pensa diferente.
Mas, depois de tantas experiências e de tantas sessões realizadas, aquilo foi, para mim, um daqueles momentos em que a fronteira entre aquilo que chamamos de milagre, coincidência e transformação se torna muito tênue.
Eu não posso afirmar cientificamente que uma sessão de Terapia Multidimensional tenha produzido aquele resultado.
O que posso dizer é o que vivi, o que percebi durante o trabalho e o que posteriormente recebi como relato.
E, para mim, essa experiência foi profundamente transformadora.
Quando curar por dentro começa a mudar a forma de viver por fora
Hoje, quando alguém me pergunta o que a Terapia Multidimensional pode fazer, eu prefiro não responder com promessas.
Eu acredito que cada pessoa é única.
Cada história tem um tempo.
Cada consciência está em um estágio diferente de compreensão.
Por isso, para mim, terapia não é sobre dizer ao outro o que ele deve ser ou fazer.
É sobre criar um espaço seguro para que ele possa olhar para si.
A Terapia Multidimensional pode fazer sentido para pessoas que sentem que existe algo além daquilo que conseguem explicar racionalmente; para quem busca autoconhecimento, expansão da consciência, equilíbrio emocional e energético ou simplesmente sente que chegou o momento de olhar para a própria vida por uma perspectiva diferente.
Não é preciso abandonar a razão para abrir espaço para a espiritualidade.
Eu acredito justamente no contrário.
Quanto mais consciência desenvolvemos, mais conseguimos questionar nossas próprias certezas.
Foi isso que aconteceu comigo.
Quanto mais eu estudo, mais percebo o quanto ainda não sei.
E talvez essa seja uma das maiores características de uma verdadeira jornada de consciência: trocar a necessidade de ter todas as respostas pela coragem de fazer perguntas melhores.
O que existe depois daquilo que eu consigo enxergar?
Hoje, minha atuação reúne tudo aquilo que venho estudando e vivenciando ao longo dos anos: Radiestesia, Access Consciousness, processos energéticos, consciência e Terapia Multidimensional.
Mas existe algo que considero ainda mais importante do que qualquer técnica.
É o ser humano que está diante de mim.
Eu não acredito em protocolos rígidos que tratam todas as pessoas da mesma maneira.
Eu acredito em presença.
Em escuta.
Em respeito.
Em amor.
E acredito que cada pessoa chega até mim trazendo uma história que merece ser acolhida antes de ser transformada.
Foi por isso que comecei a compartilhar no meu Instagram, @vanbarrasdeaccess, alguns dos casos que vivencio nas sessões.
Não para provar nada a ninguém.
Mas porque percebi que algumas histórias não deveriam permanecer somente comigo e com quem as viveu.
Elas podem despertar uma pergunta em alguém.
Podem abrir uma possibilidade.
Podem fazer uma pessoa que nunca havia considerado esse caminho pensar:
“E se existir algo que eu ainda não estou enxergando?”
É nesse espaço entre a dúvida e a possibilidade que, muitas vezes, começa uma grande transformação.
Eu não acredito que precisamos compreender tudo para permitir que algo novo aconteça.
Às vezes, precisamos apenas estar dispostos a olhar para a nossa própria história com mais amor, menos julgamento e mais consciência.
Porque talvez a transformação que estamos procurando do lado de fora comece justamente no lugar que passamos a vida inteira evitando olhar:
dentro de nós.
E é por isso que continuo estudando, pesquisando, questionando e atendendo.
Porque, para mim, trabalhar com consciência não é ter todas as respostas.
É continuar fazendo perguntas.
É continuar expandindo.
É continuar acreditando que existe muito mais disponível para cada ser humano do que aquilo que ele aprendeu que poderia viver.
E talvez essa seja a maior mensagem que a Terapia Multidimensional trouxe para a minha própria vida:
quando eu mudo o lugar de onde olho para a minha realidade, novas possibilidades começam a aparecer.
E, queridos, talvez a pergunta não seja apenas “isso é possível?”
Talvez a pergunta seja:
“O que mais é possível para mim que eu ainda não considerei?”
Vanessa Lacerda
Terapeuta Multidimensional/ Facilitadora de Consciência de Access Consciousness®️
Instagram: @vanbarrasdeaccess
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
