Artigo | Alyne Regis

Memória: onde foi parar a sua?

Passar por um esquecimento momentâneo, uma falha repentina na memória, faz parte da vida de todos nós

Alyne Regis

Nutricionista, especialista na implementação de hábitos e ativação neural. Mentora no programa habito28.com.br.

Quem nunca tentou se lembrar do nome daquela colega de faculdade que acabou de encontrar na rua? Ou daquele ator da novela que passou ano passado? Já aconteceu com você de guardar aquele documento e depois não fazer ideia de onde o colocou? Esses são alguns dos lapsos de memória que estamos diariamente sujeitos a passar, mesmo que não queiramos.

Passar por um esquecimento momentâneo, uma falha repentina na memória, faz parte da vida de todos nós. Então, a pergunta que fica é: quando a falta de memória merece realmente nossa preocupação? Fique atento: quando esses ocorridos passarem a ser constantes e começarem a atrapalhar o trabalho, o convívio com outras pessoas e até a nós mesmos, é hora de procurar ajuda, pois algo passou dos limites normais.

A falha na memória pode acontecer por diferentes motivos. Às vezes, é ocasionada pelo cérebro distraído; outras vezes, pelo cérebro cansado, devido ao excesso de informações e estímulos processados durante dias. É possível que essas faltas de memória não venham sozinhas, mas sim acompanhadas de um combo de características, como falta de concentração, esgotamento físico e mental, perda de apetite, insônia, desânimo, dentre outras.

Se as falhas de memória vem combinadas com estes outros problemas, é possível que sejam apenas momentâneas. Logo, você melhorará quando reduzir o ritmo frenético que vem vivendo. Mas se você não tem um ritmo tão frenético assim, com excesso de atividades diárias, fazendo várias coisas ao mesmo tempo, é hora de ligar o alerta. O ideal é sempre buscarmos frear, de vez em quando, nosso ritmo, experimentando calma e tranquilidade entre um momento ou outro mais tenso. Assim, poderá verificar se suas perdas de memória são reflexo do seu ritmo ou de algum problema de saúde mais grave.

Nesse contexto, a excelente notícia é que boa parte das pessoas podem sim se livrar dos lapsos de memória de forma mais fácil, porque hoje justificam tal cansaço mental pelo estilo de vida frenético, de estar sempre ocupado, resolvendo problemas a todo momento, com inúmeras demandas constantemente. Ou seja, pode não ser ainda uma patologia, mas sim o descontrole dos hábitos de vida que acaba prejudicando sua concentração.

Uma solução prática para isso é achar uma válvula de escape. Por exemplo, mesmo que no meio do seu dia ou antes de ir para casa, pode desopilar fazendo uma caminhada, ou desacelerar visitando um parque para respirar ar puro e ouvir uma música, sem interrupções de mensagens ou ligações. Reduzir a pressão que teve no dia revigora as energias e promove a saúde do seu cérebro. Pode até parecer até uma aleatoriedade, ou perda de tempo, bobagem; mas, se você experimentar por uma semana sequer, logo verá a melhora cognitiva do seu cérebro. Esse é o trabalho que faço com meus pacientes, reprogramando hábitos, organizando novos estilos de vida, sem atrapalhar suas tarefas diárias, mas sim promovendo sua saúde cerebral em meio aos diversos compromissos que possuem. Você também consegue. E, se não conseguir, eu te ajudo.

Só não deixe para depois. Descubra qual atividade irá incluir no seu dia para aliviar a pressão do ritmo de trabalho. Aliviar o cansaço cerebral pode frear a falta de memória que vem junto dele. Com certeza, se você estiver disposto a praticar, verá rápido os resultados positivos. Comece hoje, pois sua saúde mental não pode ser deixada para depois.