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Libido depois dos 35: por que ela diminui e o que realmente faz diferença para recuperá-la?

Alterações nos níveis de estrogênio, progesterona e testosterona podem reduzir o desejo sexual


				Libido depois dos 35: por que ela diminui e o que realmente faz diferença para recuperá-la?
Luciana Leme.

Existe uma realidade muito comum entre mulheres acima dos 35 anos: elas trabalham, cuidam da casa, dos filhos, dos pais, resolvem problemas o dia inteiro e chegam ao fim da noite completamente exaustas.

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É uma queixa cada vez mais frequente no consultório: "Eu amo meu parceiro, mas simplesmente perdi a vontade." Para muitas mulheres, a diminuição da libido vem acompanhada de culpa, frustração e da sensação de que algo está errado com o relacionamento. Mas, nem sempre, o problema não está na relação e sim no organismo.

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É comum associar a queda da libido apenas à redução dos hormônios sexuais, principalmente na transição para a menopausa. De fato, alterações nos níveis de estrogênio, progesterona e testosterona podem reduzir o desejo sexual, favorecer o ressecamento vaginal e diminuir a resposta do organismo aos estímulos.

Com a maturidade, o corpo feminino começa a passar por mudanças importantes. Algumas são silenciosas, outras mais perceptíveis, e todas podem influenciar diretamente o desejo sexual. A libido não depende apenas dos hormônios. Ela é resultado da interação entre saúde física, equilíbrio emocional, qualidade do sono, alimentação, atividade física e estilo de vida, ou seja, é multifatorial.

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A alimentação influencia mais do que imaginamos

Não existe um alimento capaz de aumentar a libido de forma isolada. O que faz diferença é um padrão alimentar equilibrado ao longo do tempo.

O organismo prioriza funções essenciais para a sobrevivência. Quando faltam nutrientes importantes ou quando existe um processo inflamatório persistente, dificilmente a reprodução e o desejo sexual estarão entre as prioridades do corpo.

Entre os nutrientes que merecem atenção estão:

• Ferro, cuja deficiência pode provocar fadiga e redução da disposição;

• Vitamina D, relacionada ao funcionamento imunológico, muscular, e ao bem-estar;

• Vitaminas do complexo B, importantes para o sistema nervoso e metabolismo energético;

• Magnésio, que participa de centenas de reações metabólicas e influencia o sono e o controle do estresse;

• Zinco, essencial para a produção hormonal e a saúde reprodutiva.

Em contrapartida, dietas ricas em alimentos ultraprocessados, excesso de açúcar, álcool e baixa ingestão de proteínas, frutas, verduras e gorduras de boa qualidade favorecem processos inflamatórios, pioram a sensibilidade à insulina e reduzem a produção de energia celular.

Dormir pouco também reduz a libido

Dormir bem deixou de ser apenas uma questão de descanso. Hoje sabemos que é um dos pilares da saúde hormonal.

Uma noite mal dormida interfere diretamente na produção hormonal, no controle do apetite, na regulação emocional e na disposição física.

O sedentarismo também afeta o desejo

Não é necessário treinar intensamente todos os dias. O mais importante é manter uma rotina consistente de movimento.

A prática regular de atividade física melhora a circulação sanguínea, aumenta a produção de endorfinas, reduz o estresse, melhora a autoestima e favorece o equilíbrio hormonal. Além de preservar a massa muscular, reduzir a resistência à insulina e melhorar a qualidade do sono — fatores diretamente relacionados à disposição física e ao desejo sexual.

E os suplementos Nutri?

A suplementação deve ser individualizada e sempre fazer parte de uma estratégia mais ampla de cuidado.

Embora alguns nutrientes possam ser úteis quando existe deficiência comprovada, nenhum suplemento é capaz de compensar um estilo de vida inadequado.

Por isso, se a mulher continua dormindo mal, vivendo sob estresse constante, alimentando-se de forma desequilibrada, sedentária e emocionalmente sobrecarregada, dificilmente uma cápsula resolverá o problema.

Cuidar da libido é cuidar da saúde

A libido pode ser um dos primeiros sinais de que a saúde da mulher está perdendo o equilíbrio e não deve ser encarada como uma consequência inevitável da idade.

Recuperar o desejo sexual não significa apenas melhorar a vida íntima. Significa devolver ao corpo as condições necessárias para funcionar de forma equilibrada.

Quando a saúde melhora, a energia aumenta, a autoestima se fortalece e, muitas vezes, a libido volta a aparecer naturalmente. Afinal, o desejo não nasce apenas dos hormônios. Ele também é resultado da forma como cuidamos do nosso corpo e da nossa mente todos os dias

Luciana Leme – CRN3: 29.513

Nutricionista com atuação em saúde da mulher, emagrecimento e mudanças hormonais femininas, atendendo mulheres que buscam recuperar energia, qualidade de vida e equilíbrio metabólico).

@lemelunutri – instagram

@lucianalemenutri – Youtube

(11) 97247-2729

*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.

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