Emagrecer não é o mesmo que transformar o corpo
Emagrecer e transformar o corpo são processos relacionados, mas não significam exatamente a mesma coisa

Por muitos anos, o emagrecimento foi tratado como uma questão simples: subir na balança, acompanhar os números e comemorar cada quilo perdido. Mas será que pesar menos significa, necessariamente, ter um corpo mais saudável e transformado?
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A resposta é Não.
Leia também
Emagrecer e transformar o corpo são processos relacionados, mas não significam exatamente a mesma coisa. Uma pessoa pode perder peso e, ainda assim, não apresentar a composição corporal que gostaria. Da mesma forma, pode acontecer de a balança mudar pouco enquanto o corpo passa por transformações importantes.
Isso acontece porque o peso corporal é resultado de diferentes componentes, como gordura, massa muscular e água. Quando observamos apenas o número da balança, não conseguimos saber exatamente o que está sendo perdido ou preservado.


Adolescente confessa crime de violência sexual

Jornalismo da Tv Gazeta é premiado

Torresmofest reúne música e gastronomia em Maceió

Homem morre engasgado com espetinho em Arapiraca
Imagine, por exemplo, duas mulheres que perdem cinco quilos. Uma delas reduz principalmente gordura corporal, preservando sua massa muscular. A outra perde gordura, mas também uma quantidade significativa de músculo. As duas terão o mesmo resultado na balança, mas não necessariamente terão a mesma composição corporal, força, metabolismo ou aparência.
É por isso que, principalmente depois dos 35 ou 40 anos, a discussão sobre emagrecimento precisa ir além do “quanto eu peso?”.
O corpo muda com o passar dos anos
Ao longo da vida, o organismo passa por mudanças que podem influenciar a composição corporal. A massa muscular tende a diminuir quando não há estímulo adequado, a rotina pode se tornar mais sedentária, o sono pode ser prejudicado e alterações hormonais também podem fazer parte dessa fase.
Na mulher madura, essas mudanças podem ser percebidas na prática: mais dificuldade para perder gordura, redução de massa muscular, aumento da gordura abdominal, menor disposição e a sensação de que estratégias que funcionavam aos 25 ou 30 anos já não apresentam o mesmo resultado.
Diante disso, muitas mulheres fazem o que aprenderam a fazer: comem cada vez menos, cortam grupos alimentares, aumentam a restrição e passam a perseguir números menores na balança.
Mas reduzir o peso a qualquer custo não deveria ser o objetivo.
Transformar o corpo exige outra perspectiva
Transformação corporal envolve olhar para a composição do corpo e para a saúde como um todo. Significa buscar redução de gordura corporal, mas também preservar ou aumentar massa muscular. Significa alimentar-se adequadamente, praticar exercícios de força, dormir melhor, cuidar da hidratação e observar os sinais de fome e saciedade.
Também significa entender que o resultado não precisa aparecer imediatamente na balança.
Uma mulher pode perceber redução de medidas, melhora na disposição, aumento da força, roupas vestindo melhor e mudanças na composição corporal mesmo quando o peso permanece relativamente estável.
Por isso, acompanhar apenas o peso faz com que muitas mulheres abandonem um processo que está funcionando, mas não reflete diretamente na balança.
Menos peso ou um corpo melhor cuidado?
Essa talvez seja uma das perguntas mais importantes para quem deseja emagrecer.
O objetivo é simplesmente ocupar um número menor na balança ou construir um corpo mais saudável, forte e funcional?
Não se trata de dizer que emagrecer não é importante. Para muitas pessoas, a redução da gordura corporal faz parte de uma estratégia de saúde. O ponto é compreender que emagrecer não deveria significar simplesmente perder peso, mas melhorar a composição corporal e a relação com o próprio corpo.
Essa mudança de perspectiva também ajuda a abandonar o pensamento de tudo ou nada. Afinal, se o único indicador de sucesso for a balança, qualquer semana sem redução de peso pode parecer um fracasso.
Quando o olhar é ampliado, outros sinais passam a ser valorizados.
O corpo está preservando massa muscular? A alimentação está adequada? A fome está mais equilibrada? A rotina está mais consistente? A força está melhorando? As medidas estão mudando? O sono e a disposição evoluíram?
Essas perguntas ajudam a construir um processo mais realista e sustentável.
O corpo que você tem hoje precisa de uma estratégia para hoje
Talvez um dos maiores erros seja tentar transformar o corpo atual utilizando exatamente as mesmas estratégias que funcionaram no passado.
O corpo muda. A rotina muda. As necessidades nutricionais mudam. E a estratégia também precisa mudar.
Por isso, antes de perguntar apenas “quantos quilos eu preciso perder?”, pode ser mais interessante perguntar: “Que corpo eu quero construir e o que preciso fazer para chegar lá de forma saudável?”
Essa mudança parece pequena, mas representa uma nova maneira de enxergar o emagrecimento.
Porque o verdadeiro resultado não está apenas em pesar menos. Está em perder gordura preservando músculos, melhorar a composição corporal, fortalecer o organismo e construir hábitos que possam acompanhar a mulher nas diferentes fases da vida.
Emagrecer pode ser parte do caminho.
Transformar o corpo é aprender a cuidar dele de uma maneira diferente.
Luciana Leme | Nutricionista – CRN3: 29.513
Nutricionista com atuação em saúde da mulher, emagrecimento e mudanças hormonais femininas, atendendo mulheres que buscam recuperar energia, qualidade de vida e equilíbrio metabólico.
@lemelunutri – instagram
@lucianalemenutri – Youtube
(11) 97247-2729
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
