Economia circular: uma mudança que começa nas escolhas de cada um
Economia circular propõe que os recursos permaneçam em uso pelo maior tempo possível

Por muito tempo, crescemos acreditando que o ciclo natural do consumo era produzir, usar e descartar. Hoje, sabemos que esse modelo já não responde aos desafios ambientais e econômicos do nosso tempo. É justamente nesse contexto que a economia circular ganha relevância: mais do que um conceito, ela representa uma mudança de mentalidade sobre a forma como produzimos, consumimos e nos relacionamos com os recursos naturais.
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Embora o tema esteja cada vez mais presente nas discussões sobre sustentabilidade, uma pesquisa recente mostrou que quatro em cada dez brasileiros ainda nunca ouviram falar em economia circular. Esse dado reforça que um dos nossos maiores desafios continua sendo a informação e a educação ambiental. Afinal, é difícil transformar hábitos quando as pessoas ainda não conhecem o impacto que pequenas atitudes podem gerar.
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A economia circular propõe que os recursos permaneçam em uso pelo maior tempo possível, reduzindo desperdícios, estimulando a reutilização, a reciclagem e o desenvolvimento de produtos mais duráveis. Isso significa consumir de forma mais consciente, preservar matérias-primas, economizar água e energia e gerar menos resíduos.
Na prática, esse movimento começa dentro de casa: separar corretamente os resíduos para a coleta seletiva, destinar recicláveis às cooperativas, reaproveitar materiais, fazer compostagem dos resíduos orgânicos, consertar um produto antes de substituí-lo e optar por itens com maior vida útil são exemplos simples, mas extremamente relevantes.


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É verdade que ainda existem barreiras importantes. A mudança de hábitos exige conscientização, enquanto, no ambiente empresarial, muitas vezes é necessário repensar processos produtivos inteiros. Isso demanda investimentos, inovação e, principalmente, políticas públicas que incentivem esse modelo de desenvolvimento.
Apesar dos desafios, tenho convicção de que a economia circular é um caminho sem volta. Empresas de diferentes setores já vêm incorporando esses princípios às suas estratégias. Na Braskem, por exemplo, iniciativas voltadas ao fortalecimento da cadeia da reciclagem, ao incentivo da coleta seletiva e ao desenvolvimento de soluções que ampliam a circularidade dos plásticos mostram que é possível unir inovação, competitividade e desenvolvimento sustentável. Em Alagoas, se destacam ações como Plastitroque, que através da troca do plástico por kits de alimentos, escolar e higiene pessoal, incentiva a destinação correta dos resíduos; e o Programa Ser+, que apoia seis cooperativas de reciclagem em Maceió e Marechal Deodoro.
Mais do que uma responsabilidade das empresas, a economia circular depende de um compromisso coletivo. Cada escolha de consumo, cada material reaproveitado e cada resíduo corretamente destinado representam um passo na construção de uma sociedade mais consciente. Afinal, cuidar dos recursos naturais é, antes de tudo, cuidar do futuro que queremos deixar para as próximas gerações.
Por Régia Melo
Analista de Relações Institucionais da Braskem em Alagoas
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
