Ninguém dorme: moradores fazem vigília para tentar capturar animal que mata criações no Agreste
Criadores relatam novos casos de ovelhas mortas e apontam possível atuação de um 'bicho desconhecido'

O misterioso ataque a rebanhos na zona rural de Craíbas e Igaci, no Agreste de Alagoas, voltou a gerar medo, especulações e vigílias entre moradores da região. Criadores relatam novos casos de ovelhas mortas ou desaparecidas e apontam possível atuação de um “animal desconhecido”, popularmente associado à lenda do chupa-cabra.
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Em meio às dúvidas e ao medo, moradores seguem realizando vigílias noturnas na tentativa de identificar o animal responsável pelos ataques. As ações têm se intensificado principalmente após os relatos mais recentes de mortes de animais em propriedades rurais.
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Na comunidade do Sítio Torrões, em Craíbas, moradores registraram imagens de pegadas consideradas estranhas em uma área de criação. Segundo relatos, as marcas não seriam compatíveis com cães e estariam sendo seguidas também por rastros de cachorros que circulam na região. A suspeita tem mobilizado moradores, que passaram a monitorar a área durante a noite na tentativa de identificar o responsável pelos ataques.
Em um dos relatos mais recentes, criadores afirmam que três ovelhas foram atacadas na madrugada do dia 8, no Povoado Palanqueta, na divisa entre Craíbas e Igaci. Segundo o proprietário, um dos animais teria tido o sangue supostamente sugado, outro foi parcialmente devorado e uma terceira ovelha teria sido levada. O caso intensificou o clima de insegurança entre os criadores locais.


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De acordo com moradores, mais de 100 animais já teriam sido mortos ou desaparecidos em ataques registrados nos últimos anos, nas cidades de Craíbas, Igaci e São Brás. A repetição dos casos alimenta o imaginário popular e reforça a crença na presença de uma criatura misteriosa na região.
Apesar das especulações, autoridades alertam que, até o momento, não há registro formal de investigação policial sobre os casos. Segundo informações da Polícia Civil (PC), nenhum boletim de ocorrência foi registrado pelas vítimas, o que impede a abertura de inquérito e a apuração oficial dos fatos.
