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Homem é condenado por injúria racial após chamar jogador de futebol de ‘urubu’

Caso foi registrado durante partida de futebol válida pela Série B do Campeonato Alagoano, categoria Sub-23


				Homem é condenado por injúria racial após chamar jogador de futebol de ‘urubu’
Justiça condena homem por injúria racial em Alagoas. Reprodução

Um homem acusado de cometer injúria racial contra um jogador de futebol no município de São Brás, no Agreste de Alagoas, em maio deste ano, foi condenado a dois anos e oito meses de reclusão e a treze dias-multa pelo crime. Marcelo Batista da Silva chamou a vítima, Elivan Costa Damascena, conhecido como "Dinda", de urubu e foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

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O caso aconteceu durante partida realizada no Campo de Futebol de São Brás. O promotor de Justiça Alex Almeida baseou a denúncia usando o art. 2º-A da Lei nº 7.716/1989 (injúria racial), com a redação dada pela Lei nº 14.532/2023, que equipara a injúria racial ao crime de racismo e, pela gravidade da atitude criminosa, pediu desde o início a sua condenação.

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De acordo com a sentença, a juíza reverteu a condenação em prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas, pelo período da pena substituída, à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação, em entidade a ser indicada pelo Juízo da Execução.

O caso

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Durante a partida de futebol, válida pelo Campeonato Alagoano de Futebol, pela Série B, categoria Sub-23, disputada entre os clubes Miguelense Futebol Clube e Sporting Futebol Clube, Marcelo Batista estava junto à grade que separa a torcida do gramado, ocasião em que, após um lance executado por “dinda”, que é negro, começou a chamá-lo de “urubu”.

A vítima é atleta profissional há mais de 10 anos e se sentiu humilhada, afirmando que nunca havia sofrido ofensa racial em campo. No dia, assim que percebeu nitidamente os insultos, Elivan avisou ao árbitro e solicitou a imediata paralisação da partida, acionando a guarnição da Polícia Militar que estava em serviço no estádio.

Imediatamente, o árbitro principal validou a denúncia de discriminação racial e paralisou o jogo. Jogadores da equipe da vítima e, também, do time rival confirmaram a agressão verbal de cunho racista. Além disso, durante inquérito policial, o denunciado apresentou confissão parcial qualificada, admitiu ter desferido a agressão contra o jogador e afirmou que , somente após tê-lo chamado de “urubu” notou a cor da vítima tendo convicção de que a fala seria interpretada como racismo.

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