''Se fosse um técnico brasileiro, já tinham acabado com ele”, diz Luxemburgo sobre Ancelotti
Ex-técnico afirma que a cobrança seria maior contra um treinador brasileiro

Jonathas Maresia
14/06/2026 às 19:02 • Atualizada em 14/06/2026 às 19:13 - há XX semanas
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O empate da Seleção Brasileira por 1 a 1 com Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, reacendeu o debate sobre o trabalho de Carlo Ancelotti. Em análise após a partida, o ex-técnico da Seleção, Vanderlei Luxemburgo, saiu em defesa do italiano e afirmou que um treinador brasileiro estaria sendo muito mais criticado pelo mesmo resultado.
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Segundo Luxemburgo, parte da imprensa que hoje questiona o desempenho da equipe foi a mesma que defendia a contratação de um comandante estrangeiro, sob o argumento de que os técnicos brasileiros estariam ultrapassados para dirigir a Seleção.
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“Muita gente está criticando o Ancelotti, dando pancada nele. Mas foram essas mesmas pessoas que disseram que treinador brasileiro estava ultrapassado, que não tinha condições de dirigir a Seleção Brasileira e que precisava vir um treinador europeu”, afirmou.
Para o ex-comandante da Seleção, se o atual treinador fosse brasileiro, a repercussão após a estreia seria muito mais dura.


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“Se fosse um técnico brasileiro que estivesse agora na Seleção Brasileira, eles tinham arrebentado com ele. A grande maioria da imprensa que hoje critica o Ancelotti teria acabado com um treinador brasileiro”, declarou.
Luxemburgo ressaltou que Carlo Ancelotti é um treinador de alto nível, mas afirmou que qualquer profissional encontraria dificuldades diante do momento vivido pela equipe nacional.
“Ele é um excelente treinador. Só que vai enfrentar dificuldades que qualquer treinador brasileiro ou de qualquer outra nacionalidade teria”, disse.
Na avaliação do ex-técnico, o Brasil também sente a ausência de Neymar, que segue em recuperação de lesão. Para Luxemburgo, o retorno do camisa 10 pode dar mais qualidade ao setor ofensivo e facilitar a utilização de Endrick.
“Nós vamos sofrer porque não temos uma seleção que muitos imaginam que temos. Por isso o Neymar vai fazer muita falta. Ele precisa voltar para que o Endrick possa entrar no jogo e tenha alguém para chamar a responsabilidade. O Endrick, entrando mais solto, pode colocar todo o seu potencial para fora”, avaliou.
Por fim, Luxemburgo reforçou que considera precipitada a tentativa de responsabilizar exclusivamente Ancelotti pelo desempenho da Seleção e voltou a defender que o contexto atual impõe desafios para qualquer treinador.
“Agora dão pancada no Ancelotti dizendo que é isso ou aquilo. Não tem nada a ver. Ele é muito bom, mas vai ter a mesma dificuldade que qualquer treinador teria”, concluiu.