Queda na Copa deve provocar mudanças na comissão técnica da Seleção
Davide já acertou com o Lille, e Taffarel tem saída encaminhada após uma década

O fim da Copa do Mundo de 2026 para o Brasil deve representar também o fim da linha para alguns integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira. Da equipe que esteve ao lado de Carlo Ancelotti nos Estados Unidos, há uma saída certa, uma provável e uma indefinida.
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Apesar da eliminação ainda nas oitavas de final do Mundial, pior campanha desde 1990, o treinador italiano está garantido até 2030. Ancelotti renovou o contrato em maio, antes mesmo da convocação para esta Copa do Mundo, e tem trabalho bem avaliado na CBF. Além disso, uma eventual rescisão demandaria o pagamento de uma multa altíssima mesmo para os cofres da CBF.
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Um dos auxiliares, porém, tem saída sacramentada. Trata-se do filho de Carlo Ancelotti, Davide. O ex-treinador do Botafogo tinha acordo com a CBF válido apenas para a Copa do Mundo, e ainda no período de preparação ele acertou para ser o técnico do Lille na próxima temporada. Davide assinou com o clube francês até 2028.

Quem também deve deixar a comissão técnica é o preparador de goleiros Taffarel. O tetracampeão era um dos remanescentes do antecessor de Ancelotti, Dorival Jr, e é preparador de goleiros da Seleção Brasileira desde setembro de 2014, quando Dunga assumiu o Brasil pela segunda vez. Desde então, houve um hiato de apenas um ano, entre o fim da Copa do Catar, em 2022, e a chegada de Dorival, em 2024.


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Quem tem situação indefinida é o coordenador geral das Seleções Masculinas, Rodrigo Caetano. Ele também renovou contrato para o próximo ciclo e é bastante próximo de Ancelotti, mas de todos da comissão técnica é o que exerce a função mais administrativa — e, portanto, política — na CBF. E Caetano está na entidade desde a gestão de Ednaldo Rodrigues, que foi afastado do cargo antes da eleição de Samir Xaud.
