Marquinhos superou a pressão para vencer no PSG e quer fazer o mesmo na Seleção
O capitão do Brasil acaba de ser campeão europeu com o PSG pelo segundo ano seguido

Em conversa com a FIFA, ele citou o exemplo do próprio PSG, que passou por anos de frustrações antes de ser campeão europeu em duas temporadas seguidas.
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“Já passei por isso no meu clube, outros jogadores também. Sabemos que o nível é muito alto, que tudo passa pelos detalhes, por minimizar ao máximo os erros, por aproveitar também os erros do adversário e por sermos fortes, porque vamos passar por momentos difíceis”.
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Nas duas participações anteriores, Marquinhos não foi além das quartas de final. Em 2018, a Seleção Brasileira caiu por 2 a 1 diante da Bélgica.
Em 2022, a equipe perdeu nos pênaltis para a Croácia, após 1 a 1 em 120 minutos de bola rolando. O zagueiro acabou errando a última cobrança da série — o chute rasteiro bateu na trave.


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Menos de quatro anos depois, ele volta a uma Copa do Mundo como capitão da Seleção. Hoje, o zagueiro acredita que sua principal função é ajudar o grupo a atravessar os momentos de pressão que surgem durante o torneio.
"Acho que é também nessas horas que os líderes realmente aparecem, nos momentos difíceis e desafiadores. É quando você precisa assumir a responsabilidade, especialmente pelos jogadores mais jovens, por aqueles que não estão acostumados com a pressão e com a turbulência da seleção brasileira em períodos difíceis”, disse.
A postura de Marquinhos diante dos microfones nos momentos difíceis da seleção mostra que, além do discurso, ele dá exemplos práticos da liderança. Tornou-se comum vê-lo como porta-voz de equipe após resultados ruins ou momentos de crise.
"Isso realmente faz parte da responsabilidade de ser capitão ou líder. Nesses momentos, você precisa ser forte, ajudar a acalmar as coisas e saber que, com trabalho, treinamento e esforço, podemos melhorar a situação”.
Otimismo e confiança
Os aprendizados do passado e a própria história de superação deixam Marquinhos confiante. A Seleção chega à Copa do Mundo após um ciclo em que teve quatro treinadores e foi apenas a quinta colocada nas Eliminatórias; mas o capitão vê motivos para acreditar.
"Acho que temos muitos grandes jogadores. A Seleção Brasileira está muito bem servida, na defesa, no ataque e no meio-campo. Precisamos encontrar cada vez mais a nossa identidade, entender como podemos vencer nossos adversários e saber nos adaptar aos momentos difíceis”, disse.
Aliada à qualidade técnica dos atletas, o Brasil chega à Copa do Mundo com um treinador de renome internacional: o italiano Carlo Ancelotti é o único técnico a conquistar cinco vezes a Champions League, e também a vencer as cinco maiores ligas do futebol europeu: Espanha, Inglaterra, Itália, França e Alemanha.
“O Ancelotti é um treinador vencedor, que mostrou que sabe transformar uma equipe em campeã. Acho que isso é muito importante para nós neste momento com ele. Ele tem lidado muito bem com as dificuldades e com a pressão de comandar a seleção brasileira”, afirmou o capitão.
“Nós estamos muito felizes por ter um treinador como ele, que realmente entende o seu grupo, que realmente entende os seus jogadores, que sabe muito de futebol, muito de tática e entende ainda mais sobre ser campeão. Então, acho que ele trouxe uma energia, trouxe aquele algo a mais de que precisávamos nesta Copa do Mundo da FIFA”, concluiu.
O sonho de uma vida
A Copa do Mundo da FIFA entrou na vida de Marquinhos muito cedo. Ele tinha oito anos em 2002, quando a seleção brasileira de Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho colocou a quinta estrela na camisa amarela. Aquele time e aquela conquista colocaram o garoto no caminho do esporte.
“Quando eu era criança, vi os pentacampeões vencerem aquela Copa do Mundo da FIFA de 2002. Foi o momento em que a minha paixão pelo futebol, pela seleção brasileira e pela Copa do Mundo realmente começou”, lembra.
Representar o Brasil em uma Copa do Mundo passou a ser o objetivo. O sonho foi realizado em 2018, quando o zagueiro entrou pela primeira vez na lista de convocados. Em 2022, ele estreou como titular. Neste ano, volta a ser peça-chave, e como capitão. Em caso de título, é ele quem levantará a taça.
"Pelo que dizem os jogadores que já conquistaram esse título, aquele foi realmente o melhor momento de suas vidas. Então, eu também quero viver esse momento. Se eu conquistasse uma Copa do Mundo, seria o maior momento da minha vida e da minha carreira como jogador de futebol”, afirmou.
Lenda no PSG e cada vez mais líder na seleção, Marquinhos sabe o tamanho do desafio, da responsabilidade e da chance que terá de escrever seu nome na história das Copas. “Aos 32 anos, esta pode ser minha última oportunidade”.
