'Brasil não é como antes': escocês aponta fraqueza da Seleção
Jornalista da Escócia diz como Haiti ensina caminho para vitória

Poucas seleções enfrentaram tanto o Brasil em Copas do Mundo quanto a Escócia. Foram duelos nas décadas de 1970, 80 e 90, contra grandes gerações que vestiam a camisa amarela, antes de chegar a mais, agora em 2026, em um presente que deixa bastante a desejar em relação ao passado.
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Para projetar o confronto desta quarta-feira (24), no Hard Rock Stadium, em Miami, a ESPN ouviu Derek McGregor, o único jornalista escocês que foi a Morristown cobrir a Seleção Brasileira nos dias que antecedem a partida. O repórter do jornal The Scottish Sun elencou os pontos fortes e fracos das duas equipes e fez uma projeção otimista para o time de Carlo Ancelotti, embora tenha reprovado o que viu até aqui.
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"Fiquei muito desapontado com o primeiro tempo contra Marrocos. Esperava muito mais. No segundo tempo, melhorou. Sei que este Brasil não é como antes, não tem a mesma qualidade", afirmou o jornalista, para depois apontar os problemas que a Seleção teve na segunda partida. "Achei interessante que o Haiti conseguiu colocar pressão sobre a defesa do Brasil. Alisson teve que fazer três boas defesas, o que, do ponto de vista escocês, me encoraja".
O histórico entre Brasil e Escócia é todo favorável ao time sul-americano, que empatou em 1974 e depois emplacou vitórias em 1982, 1990 e 1998, todas em fases de grupo das Copas. Para McGregor, a invencibilidade tem tudo para se manter.


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"Adoraria pensar que poderíamos vencer o Brasil, mas nunca conseguimos isso. Um empate é possível. Meu temor é que os jogadores brasileiros estão sentindo-se bem de novo e também precisam marcar [gols]. Não é o suficiente para o Brasil se contentar em ganhar por 1 ou 2 a 0, mas, defensivamente, a Escócia pode ser forte. É possível almejar um empate", afirmou o jornalista.
O Grupo C está embolado. Brasil e Marrocos estão empatados com quatro pontos, seguidos pela Escócia, com três, enquanto o Haiti é o único zerado. Um empate em Miami pode ser suficiente para sul-americanos e europeus se classificarem, mas não da maneira que gostariam.
Tudo indica que os marroquinos vencerão o Haiti com facilidade, o que obriga brasileiros e escoceses a ganharem por conta do primeiro lugar. Para McGregor, há prós e contras dos dois lados do confronto.
"A Escócia tem muito do que se aproveitar da defesa brasileira. Haiti criou de quatro a cinco chances e não teve a sorte de marcar. Com todo o respeito ao Haiti, a Escócia é melhor, então espero que sejamos mais capazes de colocar pressão sobre eles", analisou o repórter.
"Mas acho que o ataque da Seleção é muito bom. Gosto dos jogadores de beirada. Raphinha estar machucado é uma boa notícia para a Escócia, mas o Brasil tem muito talento. O que me alerta é que o Brasil precisa marcar gols, porque o grupo pode ser definido no saldo".
Independentemente do que aconteça no Hard Rock Stadium, Derek McGregor ainda confia em uma campanha positiva do Brasil na Copa do Mundo. Mais do que muitos imaginam...
"No jornal que trabalho, me pediram uma previsão de quem ganharia a Copa do Mundo e eu disse Brasil. Depois do primeiro jogo, as pessoas acharam que eu fui tolo, mas eu acho que o Brasil vai melhorar. Sou um grande admirador de Carlo Ancelotti e isso me dá confiança de que o Brasil vai ficar cada vez mais forte. Alemanha parece muito bem, Espanha sempre impressionante, a França nem se fala. Mas eu vou ficar com Brasil".
