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É possível continuar treinando na gravidez?


				É possível continuar treinando na gravidez?

Gravidez não é doença, portanto, se a gestante tem autorização médica para dar continuidade aos exercícios físicos, o ideal é que o faça. A ideia que a gestante não deve fazer nenhum esforço, ficou para trás (e só se aplica em alguns casos). Manter-se em movimento faz parte da natureza humana, e essa necessidade também se aplica às mulheres que estão gerando uma nova vida.

Para além das necessidades biológicas, muitos são os benefícios de continuar ativa. Alguns deles são:

Diminui os riscos de complicações

Por auxiliarem no controle de peso desse período, as chances da grávida desenvolver pré-eclâmpsia ou diabetes gestacional diminuem. Além disso, segundo a diretriz que guia as atividades físicas para gestantes, as chances da criança nascer acima do tamanho ideal caem 39% quando a mãe pratica exercícios físicos.

Melhora consequências normais da gravidez

Os exercícios físicos diminuem as câimbras, reduzem o desconforto intestinal – e até ajudam a regular o intestino, diminuem as dores na lombar e melhora a postura corporal. Como também reduz o inchaço e aumenta o controle da respiração.

Torna a recuperação pós-parto mais rápida

Devido ao aumento da elasticidade e aos estímulos que a atividade física proporciona, as chances de um parto normal bem sucedido acontecerem aumentam. Mas independentemente da via de parto, os exercícios aumentam a resistência física e auxilia na adaptação do corpo após o parto.

Mesmo com tantos benefícios e indicações, é necessário que a gestante use do bom senso e tenha cautela na hora de se exercitar. O ideal é que ela seja acompanhada a todo momento por um profissional de educação física  para que possa auxilia-la melhor no momento da atividade. Exercícios de baixo impacto como caminhada, bicicleta ergométrica (até o segundo trimestre), musculação, pilates e natação são os mais indicados.

Se por ventura a gestante apresentar falta de ar que não melhora com repouso, contrações regulares e dolorosas, tontura e sangramento ou corrimento vaginal ou dor no peito, é hora de parar. Em dias ou locais muito quentes, é bom evitar exercícios para não desidratar e não levar a nenhum desses sintomas.

Quando à escolha do exercício, nenhum é melhor ou pior que o outro. A necessidade deve ser avaliada em conjunto com o obstetra e também, deve ser levado em consideração o que a gestante gosta de fazer.

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