
Enquanto a Câmara de Maceió aprovou reajuste de 8% para seus servidores efetivos no último dia 21 de maio, os funcionários da Prefeitura seguem sem acordo salarial.
A proposta apresentada pela gestão Rodrigo Cunha prevê reajuste de 4,3%, dividido entre julho e novembro. O índice foi rejeitado pelos sindicatos, que reivindicam aumento de 10% e ganho real acima da inflação.
O contraste entre Legislativo e Executivo chama atenção.
Os servidores da Câmara terão 6% retroativos a maio e mais 2% em outubro. Já os servidores da Prefeitura encerram o mês da data-base sem definição sobre o reajuste.
Sem acordo, a mobilização das categorias tende a aumentar. O Sinteal convocou assembleia geral para o próximo dia 13 de junho com os trabalhadores da rede municipal de ensino. Nos bastidores, a convocação é vista como mais um sinal de endurecimento do movimento diante do impasse nas negociações.
A possibilidade de paralisações não está descartada.
Entre os vereadores, um dos poucos a defender publicamente avanço nas negociações é Allan Pierre (MDB). O parlamentar voltou a pedir participação direta do prefeito Rodrigo Cunha no processo.
"Seguiremos lutando pelos direitos da categoria e buscando o reajuste, sempre através do diálogo e da construção junto ao Executivo Municipal", afirmou.
A avaliação de Allan é que a negociação precisa avançar antes que a insatisfação das categorias evolua para um movimento mais amplo. O reajuste da Câmara já foi aprovado: 8%. O da Prefeitura continua em negociação. Para os servidores, a pergunta permanece a mesma: até quando?
Fique por dentro:
Câmara de Maceió aprova reajuste salarial dos servidores efetivos do Legislativo