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HOME > blogs > EDIVALDO JÚNIOR
Imagem ilustrativa da imagem Da polarização à pulverização: o que muda para Renan Filho e Davi?

BLOG DO
Edivaldo Júnior

Da polarização à pulverização: o que muda para Renan Filho e Davi?


				Da polarização à pulverização: o que muda para Renan Filho e Davi?
Reprodução

A eleição de 2022 ajuda a entender parte dos desafios de Renan Filho e Davi Davino Filho em 2026. Naquele ano, Renan Filho disputou o Senado contra Davi numa eleição polarizada. Havia só um outro nome na disputa, mas apenas dois candidatos realmente competitivos.

Foi uma situação bem diferente do cenário de hoje. Na prática, a oposição se concentrou em Davi. O voto contra Renan Filho, contra os Calheiros e contra o MDB encontrou um caminho quase único na eleição para o Senado. Isso ajudou Davi a ter uma votação forte, especialmente em Maceió - onde foi o vencedor. No resultado final, deu 56.9% a 42,2%.

Na disputa pelo governo, porém, o cenário era diferente. Havia vários candidatos competitivos: Paulo Dantas, Rodrigo Cunha, Fernando Collor e Rui Palmeira. O campo de oposição estava dividido na eleição para o governo, mas praticamente unido no Senado. Só um candidato, com votos em todos os grupos de oposição.

Em 2026, a lógica tende a se inverter. A disputa pelo governo fica mais concentrada entre Renan Filho e JHC. Um confronto direto, em que Renan Filho tentará usar a força do interior para enfrentar a vantagem de JHC em Maceió - repetindo a estratégia que deu certo em 2022..

Nesse ponto, Renan Filho pode viver uma disputa parecida com a de 2022: uma eleição polarizada, com forte voto de oposição tentando se concentrar em um adversário. Só muda o cargo.

Já Davi Davino Filho enfrentará um ambiente bem mais difícil do que o de 2022. Na eleição passada, ele foi o principal nome da oposição ao Senado. Agora, terá de dividir espaço com vários candidatos competitivos. Arthur Lira, Alfredo Gaspar e Renan Calheiros entram na disputa com peso próprio, estrutura, bases eleitorais e palanques. Outros nomes, a exemplo de Zé Wanderley e Eudócai Caldas também podem ocupar espaços específicos, a depender da montagem das chapas e das estratégias de cada grupo.

Davi continua competitivo. As pesquisas mostram que ele ainda aparece no jogo. Mas, para repetir o desempenho de 2022, precisará se posicionar melhor e encontrar um espaço para driblar as estruturas de candidatos fortes.

Em 2022, Davi foi o destino quase natural do voto de oposição ao Senado. Em 2026, esse voto estará mais disputado. Já Renan Filho deve enfrentar uma eleição mais parecida com um mano a mano. Davi, ao contrário, deve enfrentar uma eleição mais aberta, mais fragmentada e com mais concorrentes de peso.

A comparação com 2022 mostra que os dois seguem em campo, mas cada um com um desafio diferente.