
Foram tantas decisões de Alexandre de Moraes que ajudaram o projeto Lula (PT) de poder que fica difícil, mesmo para os padrões de canalhice da política brasileira, “largar a mão” do ministro do STF. Lula deve a Moraes até a recente reconciliação com Davi Alcolumbre: convocou o amigo “para um café” e fez dele seu articulador político. Moraes levou o presidente do Senado, quase sob vara, para beijar a mão de Lula. Não dá para Lula fazer o que fez à lobista Roberta Luchsinger, sócia do seu filho Lulinha, e dizer que Moraes lhe é estranho ou que mal o conhece.
Matou no peito
Moraes ocupou o espaço deixado pela esquerda durante o “furacão Bolsonaro”, cumprindo o papel de infernizar o governo do inimigo do PT.
Mão forte em 2022
Sem Moraes, e tantas decisões desfavoráveis ao adversário no TSE, até reduzindo-lhe tempo de TV, Lula talvez não tivesse sido eleito.
Caminho liberado
Depois, Moraes liderou as ações contra Bolsonaro, da inelegibilidade à prisão, removendo da campanha a maior ameaça à reeleição do petista.
Ideia inescrupulosa
Por tudo, seria desconfortável “largar a mão” de Moraes. A ideia dos ativistas, apresentada como “bastidor”, não faz sentido nem para Lula.

Casas de ‘previsão’ já apostam na vitória de Flávio
As principais plataformas mundiais de “previsão” e apostas já vislumbram vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. A pouco mais de 20 dias do primeiro turno no Brasil, Polymarket, Kalshi e Robinhood registraram virada na disputa e apontam chances maiores de vitória do principal candidato de oposição sobre o atual presidente Lula (PT) do que de reeleição do petista, que liderava nas casas de apostas desde maio. O acesso a essas plataformas é proibido no Brasil desde abril.
Menos de um mês
Na Polymarket, Lula chegou a registrar 67% de chance de vitória a menos de um mês, em 16 de agosto. Derreteu para 45% ontem (10).
Quadro semelhante
Na Kalshi, que tem brasileira entre os executivos, Lula chegou a 67,5% de chance há um mês, quando Flávio tinha 26%. Virou para 55% a 44%.
Preditivo
Na Robinhood Markets as chances de Flávio dispararam 30 pontos entre agosto e setembro; foi de 24% para 55% de chance de vitória.
Missão: impossível
A interlocução do governo com o STF sobrou para o primeiro rejeitado da História recente para o STF, Jorge Messias. A esperança é que a boa relação do AGU de Lula com o ministro André Mendonça possa ajudar durante a crise mais aguda da Corte que tem sido aliadíssima do petista.
Ilha da fantasia
Assessores do Palácio do Planalto fazem de tudo para tentar descolar a imagem de Lula do Supremo Tribunal Federal e dos ministros amigos do petismo. Fingem que a crise, diz um deles, “não é problema do governo”.
Além da margem
A Atlas Intel/Bloomberg (BR-01452/26) com Flávio (PL) à frente de Lula (PT) no 2º turno aponta movimento de 4,7 pontos de agosto a setembro; 3,8% a mais para o candidato do PL e 0,9% a menos para o petista.
Qualquer um, menos...
A Atlas Intel/Bloomberg (BR-01452/26) aponta Lula (PT) atrás de Flávio Bolsonaro (PL) e de Romeu Zema (Novo), empatado com Ronaldo Caiado (PSD) e empatado tecnicamente com Augusto Cury (Avante).
Vamos lembrar
O senador Marcelo Castro (MDB-PI), que foi flagrado enviando R$74 milhões em emendas para construtora do seu irmão, foi ministro da Saúde do governo Dilma Rousseff (PT), entre 2015 e 2016.
Data marcante
Além dos 25 anos dos covardes ataques terroristas do 11 de setembro nos Estados Unidos, a condenação de Jair Bolsonaro no STF pela tal “tentativa de golpe” completa um ano nesta sexta-feira (11).
Ver para crer
O senador Carlos Viana (PSD-MG) solicitou a Edson Fachin, presidente do STF, transmissão ao vivo na TV da sessão de terça (15), que decidirá sobre investigação da relação de Alexandre de Moraes com Vorcaro.
Até a extrema-esquerda
Presidente do PCO, partido de extrema-esquerda, Rui Costa Pimenta afirmou com todas as letras: “Por que Bolsonaro está na cadeia? Porque ele poderia ganhar a eleição de novo. O STF fez tudo que era possível para que ele não ganhasse a eleição contra o Lula”.
Pensando bem...
...desistir de pronunciamento virou indicativo raro.