
O CRB voltou a vencer fora de casa depois de 20 rodadas e mostrou que quando a estratégia é clara, o resultado aparece. Barroca estudou o Volta Redonda e montou uma equipe compacta, reagindo às investidas do adversário com muita disciplina.
Baggio, Thiaguinho e Mikael foram chaves nesse plano. Os dois extremos bloquearam os laterais, principalmente Sánchez, e viraram faísca nos contra-ataques. Mikael, por sua vez, fez um jogo de manual. No modelo de Barroca, o pivô é a sustentação para que a linha baixa consiga respirar. Quando o Voltaço adiantava suas peças, Henri tinha uma precisão cirúrgica nos passes longos para Mikael, que venceu a maioria dos duelos e deu profundidade ao time.
Foi assim que surgiu a jogada do primeiro gol: Thiaguinho sofreu falta na entrada da área e Danielzinho, com categoria, bateu rápido e certeiro, sem chances para o goleiro Jean Drosny. Golaço de craque, golaço que lembrou Zico.
No segundo tempo, ficou evidente a diferença entre os técnicos. Rogério Corrêa, ansioso, queimou todas as substituições antes dos 30 minutos e se perdeu após a expulsão de Gabriel Bahia. Barroca, sereno, deixou o jogo fluir e aí veio o detalhe mais bonito: o CRB resolveu defender com a bola. A posse parecia um treino de rondo, com toques curtos, paciência e maturidade. Christopher cresceu no jogo, deu cadência e mostrou que o meio-campo também sabia se impor.
O time ainda teve chance de ampliar, quando Dadá Belmonte carimbou o poste. Mas o recado já estava dado: o CRB mostrou inteligência, equilíbrio e autoridade. A vitória quebrou o tabu fora de casa e abre a possibilidade de sequência positiva no Rei Pelé.
Craque do jogo: Danielzinho. Mas o nó tático tem nome: um tranquilo Barroca sobre um afobado Rogério Corrêa