
A quarta-feira trouxe sinais de virada no CSA.Pela manhã, a 4ª Vara Cível da Capital, por meio do juiz José Cícero da Silva, determinou que o Cartório do 1º RTDPJ e 4º Notas da Capital liberasse a ata da assembleia extraordinária que afastou a presidente Mírian Monte e sua diretoria. A decisão garante à comissão acesso às contas, comunicação oficial à CBF e o poder de administrar o clube.
À noite, dirigentes e conselheiros de peso se reuniram para sacramentar a união. Estiveram presentes Ney Ferreira, Robson Rodas, Ricardo Omena, Diego Omena, Beto Barreiros, o empresário João Feijó e o consultor esportivo Carlos Bonatelli, com apoio confirmado de Marcelo Brabo e do ex-presidente Rafael Tenório.
O grupo decidiu que as deliberações passam a ser feitas internamente, sem a exposição pública que marcou os últimos meses. Um aporte financeiro inicial foi definido para contratações e montagem do elenco, com Feijó e Bonatelli à frente do contato com analista de desempenho, fisiologista, preparador físico , treinador e jogadores.
Outro ponto decisivo foi a suspensão do termo “Presidente”: a liderança deverá surgir naturalmente, em modelo de gestão compartilhada. Robson Rodas e Marcelo Brabo são cotados, mas Ricardo Omena aparece fortalecido por ter articulado a costura que uniu o grupo.
Na prática, o próximo passo já está em andamento. O grupo pretende agendar para o início da próxima semana uma reunião do Conselho Deliberativo, a fim de comunicar oficialmente os primeiros movimentos do projeto para 2026. Entre eles, a definição do técnico e da comissão que vão conduzir a reconstrução dentro de campo.

Dois atos em um só dia mudaram o tom no CSA: decisão da Justiça e pacto de união. O clube dá, enfim, o primeiro passo da reconstrução.