Menu lateral
Imagem
Imagem
Imagem
Gazeta >
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
Imagem
Menu lateral Busca interna do GazetaWeb
Imagem
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
HOME > blogs > ARIVALDO MAIA
Imagem ilustrativa da imagem Valdir de Moraes pede trabalho e vive dias de comentarista na frente da TV

BLOG DO
Arivaldo Maia

Valdir de Moraes pede trabalho e vive dias de comentarista na frente da TV

A moda era elogiar os argentinos. Gente como Vacca, Cláudio Vacca, que defendeu o Boca de 1938 a 1950 e que era famoso por sua agilidade e coragem de ir ao encontro da bola, mandando-a para longe. Uma piada definia a sensação de inferioridade que os brasileiros tinham em relação aos goleiros “deles”. Quando havia um cruzamento, o brasileiro gritava para o zagueiro: “vai que é sua”, o goleiro argentino berrava: "deixa que é minha”.

O Brasil tinha grandes goleiros, é claro, tudo podia ser um exagero, mas a percepção de que os argentinos eram melhores mudou mesmo quando Valdir tornou-se “seo” Valdir, um excepcional treinador de goleiros. A conversa com Valdir de Moraes, que está com 81 anos, demonstra, desde o primeiro momento, a saudade que ele tem dos campos. Do trabalho. Desempregado, ele está morando com a mulher, Yvone, e a filha Denise em uma ampla casa no Jardim Lindóia, bairro próximo ao centro de Porto Alegre.

“É bom ficar um pouco ao lado da família, mas eu quero voltar ao trabalho. Tenho conhecimento e experiência e sei que ainda posso dar muito ao futebol”, diz o velho goleiro, já com 81 anos. “Não interessa a idade, tenho muito a ensinar ainda”.

Ele não esconde a mágoa que trouxe de sua despedida do Palmeiras em janeiro do ano passado, quando tinha o cargo de consultor, trabalhando junto com Carlos Pracidelli, o preparador de goleiros. “Cheguei para trabalhar e me mandaram conversar com um advogado do clube, que me dispensou. O presidente nem falou comigo, foi falta de respeito. Aquela época estava cheia de indecisão no Palmeiras. Não sabiam direito o que fazer. Um clube como o Palmeiras tem de pensar grande, precisa ter grandes objetivos, buscar jogadores de muita qualidade para respeitar as tradições do clube”, afirmou.

Por suas mãos e ensinamentos passaram Velloso, Rogério Ceni, Marcos, Sérgio e Zetti. Todos, com exceção de Sergio, com passagens pela seleção brasileira.

O velho trabalhador não reclama do “exílio” forçado com a família na terra natal. Diz que está gostando, mas afirma bem alto que trocaria tudo por um estilo de vida mais dinâmico. “Quero trabalhar, eu repito. Sempre trabalhei na vida e gosto de trabalhar. Ainda tenho o que passar aos jogadores, ainda posso ser muito útil”

Tags